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Positivismo q.b.

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Chega de positivismo!

Não, não se trata de um manifesto antipositivismo! Muito pelo contrário. Durante séculos, carpimos mágoas como se fosse a única solução viável para a existência humana porque sem sofrimento não existe aprendizagem! Eis-nos aqui neste tempo em que nos dizem que devemos ser positivos em relação a tudo. Uma nova máxima para viver melhor e superar os obstáculos da vida!

Ok…

Parece que temos alguma dificuldade em chegar ao meio termo entre estes dois pontos. Não devemos ser sempre negativos ou tendencialmente mais negativos, nem o inverso. O excesso de negativismo deixa-nos amorfos e incapazes e o excesso de otimismo torna-nos kamikazes! Não me parece que adotar exclusivamente um dos lados seja a solução mais equilibrada. Então porque nos tentam passar tanto esta mensagem? Na realidade é muito simples! Trata-se de reeducarmos a forma como encaramos as coisas e a forma como nos posicionamos perante a vida.

Ora vejamos o caso clássico do Português que na sua natureza é melancólico e pessimista e isso faz com que sofra quase sempre com as mudanças, não reconheça o seu valor, tenha problemas de autoestima e valorização e por isso não consegue disfrutar do seu mérito ou das coisas que faz bem feitas. Basta! É urgente mudarmos isto em nós. Temos feito um caminho interessante enquanto povo nesta busca pelo reconhecimento externo… mas “internamente” continuamos a ser os primeiros a sentirmo-nos demasiado abaixo da média!

A transformação não acontece de um dia para o outro, tem de ser trabalhada. E pode ser com ajuda de quem sabe ou cada um por si, em busca da sua própria fonte de inspiração. O importante é termos consciência que o positivismo, assim como o negativismo nasceram connosco e terão o peso que acharmos por bem dar-lhes. Não temos de ser positivos se não quisermos, nem temos de ser negativos se acharmos que isso será prejudicial. A opção é nossa! Uma coisa é certa, procurar sentir e ver as coisas de um prisma mais positivo dá-nos mais alento.

O grande desafio está em incorporarmos tudo isto como uma crença que nos potencia! Pensar positivamente sobre nós, o mundo e as coisas que nos fazem refletir ampliam o pensamento. Não nos centramos apenas na nossa própria dor ou concha pessoal, pensamos no todo como fazendo parte dele e isso dá-nos dimensão. Quando somos positivos em relação a nós próprios e ao mundo estamos a criar possibilidades em vez de nos fecharmos! É talvez por isso que se insista tanto nesta máxima, hoje em dia.

O que trabalha o pensamento positivo em si, trabalha o pensamento positivo no todo. Não se dissociam… é a nossa participação altruísta com o mundo! Para mim faz sentido pensar assim.

Capa – Photo by Nathan Dumlao on Unsplash

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Sofia Cortez
Sofia Cortez marketeer por acaso, escritora em desenvolvimento e artista por vocação. Não existe uma linha condutora para a criatividade, só a vontade de criar. Entre os seus trabalhos estão uma Exposição de Croquis de Moda realizada 97 no Espaço Ágora, curso de desenho na Sociedade de Belas Artes em Lisboa, a participação em feiras de artesanato com o projeto: Nomes em Papel para crianças, um livro editado em 2018 “Devemos voltar onde já fomos felizes”, várias participações em coletâneas de autores em poesia e conto, blogger no blog omeuserendipity.blogspot.pt, cronista, observadora, curiosa com o mundo e aprendiz de todos os temas que permitam o desenvolvimento humano.

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