Música

When the music’s NOT over

Sobre os The Doors muito já foi dito e escrito ao longo dos anos.

A maioria das pessoas associa de imediato a imagem do Jim Morrison aos Doors e na verdade é praticamente impossível não fazê-lo. Só que os Doors não são apenas o Jim Morrison e não são só o Jim Morrison. Com isto não quero e não lhe vou tirar o mérito, a realidade é que o Doors não seriam os Doors senão existissem a par do Jim, o Ray, o John e o Robby. Os Doors são um quarteto e cada um deles é vital e indispensável para o sucesso da banda.

Conta a lenda e retrata muito bem o filme do Oliver Stone “Doors – O mito de uma geração”, que a banda nasceu de um encontro causal entre o Ray e o Jim na praia. Os dois tinham estudado cinema no UCLA e quis o destino que se encontrassem e começassem a falar sobre os projetos que tinham em mente. O Jim escrevia poesia e tinha um caderno cheio de canções, aliás tinha todo um concerto em desenvolvimento na cabeça. O Ray que era músico, já tinha tido uma banda com os irmãos, ficou maravilhado e pediu para o Jim cantar qualquer coisa. Da voz do Jim Morrison saiu o refrão do “Moonlight Drive” para encantamento do Ray, que não só gostou do que ouviu como se sentiu hipnotizado pelas palavras e a euforia tomou conta da situação!

O entusiasmo foi tanto que o Robby e o John apareceram quase por magia, por impulso do Ray. Ambos músicos: o Robby de guitarra clássica e espanhola e o John na bateria conheciam-se das aulas de meditação, os quatro improváveis foram também uma das bandas mais originais e pouco consensuais de sempre do rock. Com uma musicalidade muito própria e canções como nunca se tinham visto. A originalidade sempre foi o mote para a energia dos Doors assim como a irreverência onde a música se funde com a poesia num estilo muito próprio.

Quase 55 anos depois de terem nascido, são ainda hoje a banda sonora de muitas pessoas, onde me incluo. Os que se deixam contagiar pela sua música deles, nunca mais a esquecem! É difícil explicar, mas é uma coisa que se filtra no corpo e se aloja na alma e por isso, uma vez absorvida nunca mais sai. Os acordes do Roadhouse Blues, quer se goste ou não da música, são inconfundíveis e inimitáveis pertencem à aquela música e são propriedade do legado musical que os Doors nos deixaram.

Para se gostar de Doors é preciso compreender e sentir cada palavra e cada acorde. Todos os álbuns contam histórias, todas as músicas escondem mensagens importantes que nos fazem pensar ou simplesmente sentir profundamente. Se vos agucei a curiosidade, deixo-vos uma das minhas músicas favoritas: “When the music´s over” a prova que a música nunca acaba e que pode muito bem dar-nos a vida eterna, como é o caso deles. A duração da música também é uma das características dos Doors, músicas rock com mais de dez minutos só eles conseguiriam fazer, só eles conseguiriam suportar…e nós que gostamos deles.

Os The Doors para mim são como regressar a casa.

Sejam bem-vindos.

(Créditos foto: Photo by Yanko Peyankov on Unsplash)

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Sofia Cortez

Sofia Cortez (1978, Lisboa) marketeer por acaso, escritora em desenvolvimento e artista por vocação. Não existe uma linha condutora para a criatividade, só a vontade de criar. Entre os seus trabalhos estão uma Exposição de Croquis de Moda realizada 97 no Espaço Ágora, curso de desenho na Sociedade de Belas Artes em Lisboa, a participação em feiras de artesanato com o projeto: Nomes em Papel para crianças, um livro editado em 2018 “Devemos voltar onde já fomos felizes”, várias participações em coletâneas de autores em poesia e conto, blogger no blog omeuserendipity.blogspot.pt, cronista, observadora, curiosa com o mundo e aprendiz de todos os temas que permitam o desenvolvimento humano.

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