Europa

Dia 26 diz NÃO à abstenção

Começou esta semana a campanha para as eleições europeias, provavelmente (e infelizmente) as menos concorridas em votantes dos três actos eleitorais que teremos este ano.

Na verdade, a abstenção já de si elevada no nosso país, atinge taxas altíssimas, quando se trata das europeias. Então entre os jovens – que até são provavelmente dos que mais usufruem-  os valores são abismais.

Porque será?

Pelo descrédito da população na classe politica? Pelo desconhecimento do trabalho dos Eurodeputados?

Pelo empenho na campanha geralmente inferior, quando comparada com umas eleições internas?

Porque – e agora referindo-me a estas em particular – aproximam-se as europeias, mas, nos últimos tempos, (alguns) partidos parecem mais preocupados com as legislativas?

Quando é necessário pedir Fundos Europeus, a Europa interessa. Quando estamos em viagem num Estado-membro e somos equiparados a cidadãos nacionais, sem passaporte, sem roaming, podendo circular e comunicar à vontade na Europa, interessa.

Quando pensamos em fazer um interrail, a Europa interessa.

Quando temos algum problema de saúde e somos tratados como beneficiários do sistema de segurança social do país onde estamos…

Quando é necessário um resgate financeiro…

Por vezes, só quando saímos da Europa por qualquer motivo é que percebemos que estas vantagens que tantas vezes damos por adquiridas são na verdade um luxo quando comparadas com o resto do Mundo.

“Os deputados ao Parlamento Europeu são os representantes eleitos do povo na UE: representam os seus interesses e os das respectivas cidades ou regiões na Europa. Ouvem as pessoas com preocupações locais e nacionais, os grupos de interesses e as empresas”, pode ler-se no site do Parlamento Europeu. No fundo, é o equivalente à nossa Assembleia da República, só que menos animado.

Lá discutem-se as grandes questões do nosso tempo. As alterações climáticas, as migrações, os direitos humanos no Mundo e a forma como regulamos os nossos mercados financeiros.

Assim como inúmeras vezes um bom líder lidera na sombra, também muito do trabalho de um eurodeputado influi nas nossas vidas sem nos apercebermos.

Veja-se a título de exemplo recente o Regulamento Geral de Protecção de Aados ou o Artigo 13º dos direitos de autor que tanto estiveram em voga este ano. Foram aprovados pelo Parlamento Europeu. E são ambos bons exemplos de por que devemos escolher (bem) os nossos Eurodeputados.

A autora escreve segundo a antiga ortografia
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Angelina Lima

Posso dizer sem grandes incongruências e com várias reminiscências que no fundo sou uma não alinhada.

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