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Vulnerabilidade

ou simplesmente ser humano?

Vulnerabilidade …

… é uma palavra que se inscreve no universo das descobertas do século, em termos da mais-valia, para o ser humano, nestes tempos que vivemos.

Afinal vulnerabilidade não é sinónimo de fraqueza, é antes sinal de consciencialização das nossas capacidades e limitações enquanto seres humanos!

Aviso à navegação, podemos ser vulneráveis, porque apesar de vulnerabilidade ser ainda uma palavra associada a fraqueza, delicadeza ou fragilidade é também reveladora de que somos humanos, e consequentemente estamos expostos a todas as suscetibilidades que a vida nos coloca pelo caminho.

E pasme-se ainda, não somos seres extraordinários, nem temos que o ser.

Neste tempo em que a positividade e o estar de bem com a vida estão na ordem do dia, quer seja pelas publicações que vamos espreitando nas redes sociais, ou até mesmo no discurso de colegas, nas pausas entre reuniões, ou na conversa entre amigos, a vulnerabilidade vem colocar a nu esta característica que todos temos: não somos perfeitos, nem eternos, somos vulneráveis e perecíveis, por muito que nos seja difícil de aceitar.

Perceber a fragilidade da nossa humanidade pode ser um dom, e pode também em simultâneo ser bom!

Esta perceção pode ajudar-nos a viver em plenitude, na plena convicção de que se errarmos haverá outras oportunidades, e que das dificuldades podem mesmos resultar novos momentos para o nosso futuro, seguramente aprendizagens virão, e a vida continua.

Não é imperfeito quem é vulnerável, nem por isso é mais fraco. A vulnerabilidade é apenas uma das reconhecidas particularidades que possuímos enquanto seres humanos.

Diria até que ter essa consciência apenas nos confere maior sentido à vida, à nossa realidade e até mesmo às nossas limitações, afinal não somos os donos do universo, nem da verdade, nem da razão.

Difícil por vezes entender isso.

Pura ilusão se alguma vez equacionarmos sequer pensar em tal, não passa de pura fraude mental.

A ilusão assemelha-se à vulnerabilidade, quer uma quer outra ajudam a diferenciar as pessoas umas das outras, ambas positivas enquanto características pessoais, no entanto, carregam consigo, se forem muito acentuadas, uma conotação perversamente negativa do que se entende que deve ser um ser humano de sucesso.

Se somos daquelas pessoas que facilmente se permitem iludir-se, ou se a vulnerabilidade está muito robusta em nós, então não seremos considerados como seres plenos, ausentes destas fragilidades que distraem e que nos separam dos grandes seres, a quem estão destinadas as imensas e também grandes missões, tais elevados deveres não se compadecem dos vulneráveis.

Pertenceremos então aos grupo dos outros, os chamados comuns, afinal é isso que a vulnerabilidade transparece, a possibilidade de estar menos bem, ser um entre tantos outros, sem receios de assumir as fraquezas do nosso ser, a fragilidade dos nossos domínios e conquistas e até a suscetibilidade de se perceber que nada dura para sempre, e nem sempre os duros vencem.

“Você torna-se mais vulnerável justamente quando todos falam da sua grandiosidade”

(Walt Disney)

Ana Paula Marques

Assumo sem qualquer tipo de pudor o grande gosto imenso que tenho pela escrita, e pelo ato de escrever palavra após palavra... na construção de momentos de reflexão e procurando embelezar os nossos dias. Verter palavras transformando-as em textos, são momentos de criatividade que me fazem mais feliz, e que espero, possa transformar de algum modo a vida de quem lê o que escrevo com tanto amor!

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