CulturaEntrevistasMúsica

Basorexia Army – Um exército de beijos musicais

Este “exército de beijos” considera a música uma alavanca para levar a vida de uma maneira mais positiva e o que mais quer é endereçar “beijos” musicais a todos os que os ouvem. Os Basorexia Army estiveram à conversa connosco e mostraram-nos o que está para lá dos vídeos que passam nos seus concertos e como é misturar vários géneros musicais com literatura e cinema. Porque a música não tem que ser só para ouvir, mas pode também ser para ler e ver.

Quem são os Basorexia Army? De onde vêm?

Os Basorexia Army são um projecto aveirense criado originalmente por dois amigos de longa data, na ressaca do fim de uma banda que mantivemos durante 9 anos.

Como tínhamos vontade de continuar a tocar e queríamos muito ir ao Coachella, decidimos embarcar nesta aventura de criar esta banda e continuar a fazer canções.

Porquê este nome?

A escolha do nome não tem nenhuma história curiosa nem conceito rebuscado – queríamos apenas ter um nome diferente que começasse com uma das primeiras letras do alfabeto… numa procura na Internet surgiu a palavra Basorexia, gostámos do seu significado, juntámos-lhe a palavra Army e assim ficou.

Basorexia quer dizer “vontade incontrolável de beijar”: algum dos vocês os dois, ou mesmo os dois, “sofre” deste mal? Ou será antes por terem uma paixão imensa pela música, por este projecto em particular?

Gostamos de beijar e de endereçar “beijos” musicais às pessoas. Sofremos de um mal que faz bem! (risos). Fazemos canções porque nos dá um prazer enorme, porque nos enriquece enquanto seres humanos e porque acreditamos que, com a música, podemos contribuir para uma sociedade mais equilibrada e pacífica, feliz e principalmente divertida.

Sentem esta vontade incontrolável de chegar ao público? Não como um “exército de beijos”, mas como uma banda que quer cativar e perdurar no ouvido do público?

Como gostamos muito de música, queremos partilhar esse amor com o máximo de pessoas possível, mas não vivemos obcecados com a aceitação do público.

Se sentíssemos uma vontade incontrolável, provavelmente usaríamos mais fórmulas e clichés musicais comprovados nesta indústria.

O que vos levou a unirem-se e formarem este projecto a dois?

Como referimos atrás, o que nos levou a formar este projecto foi a enorme vontade de ir ao Coachella – como é um bocado caro ir até lá (viagens, estadias, bilhetes para o festival, entre outras despesas), esta seria a maneira mais divertida e original de viajar até à Califórnia.

O que vos leva a misturar os vários géneros musicais (Rock, Pop e Electrónica) com o cinema e a literatura?

A mistura de várias influências é uma consequência natural daquilo que gostamos a nível artístico. Quando fazemos canções não estamos nem um pouco preocupados se a canção vai soar mais Pop, Rock, ou Electro… deixamos que as canções vão ganhando vida.

Para vocês enquanto banda, as músicas com letras funcionam melhor do que as músicas apenas instrumentais? E a recepção no público?

Enquanto banda, acreditamos que a voz é mais um instrumento e, por isso, não vemos a voz como algo que deva estar sempre presente ou que não deva estar presente de todo. Temos feito maioritariamente músicas em que a voz está presente, mas, se amanhã nos apetecer idealizar uma canção instrumental, vamos para estúdio e começamos a trabalhar.

Em relação ao público, quem teve a oportunidade de nos ver em Segóvia (Espanha) e no nosso concerto de apresentação em Aveiro, no passado dia 14 de Fevereiro, e teve a amabilidade de nos dar o seu feedback, o que destacou foi a qualidade do nosso concerto e a capacidade de fazer dançar e entreter – em alguns casos, até tivemos umas reacções mais apaixonadas, a fazer lembrar os loucos anos 60 (risos).

Projectarem vídeos nas vossas actuações ajuda-vos a transmitir melhor as mensagens das músicas e dos próprios Basorexia?

Actualmente, um concerto não é apenas música – as pessoas querem mais, querem um espectáculo completo. Basta pensar na forma como as pessoas ouvem música… muita gente usa o YouTube para ouvir as canções dos seus músicos e projectos preferidos. Como gostamos muito dessa forma de arte (vídeo), achamos que poderia enriquecer os nossos concertos e, pelo feedback das pessoas, esta é uma aposta ganha.

Em que diferem “Silly Girl Likes Lies” e “Bombs of Love”?

A “Bombs of Love” é mais saltitante e a “Silly Girl Likes Lies” é mais planante. A mim (Afonso Martins), remete-me para ambientes cinematográficos.

Que planos têm para 2015?

Tocar ao vivo, gravar o nosso primeiro videoclip e iniciar os trabalhos para gravar o nosso primeiro álbum… e mais coisas… surpresas… (risos)

Onde poderemos ver-vos e ouvir-vos futuramente?

Estamos a trabalhar para levar os Basorexia Army a tocar ao máximo de sítios possível… neste momento, estamos a negociar 3 espectáculos na zona norte de Portugal e estamos disponíveis para tocar nesses festivais de verão que pululam pelo nosso país.

Uma mensagem para os nossos leitores.

Façam da música uma alavanca para vos ajudar a ter uma atitude mais positiva perante a vida e divirtam-se, porque a vida é efémera. Enquanto estão entretidos a viver, passem pela nossa página no Facebook e fiquem a saber tudo sobre o nosso exército.

Tags

Inês Faro

Estudante de Línguas e Literaturas Modernas na Faculdade de Letras da Universidade. Vivo para a música e grande parte dos meus interesses está nessa arte, nesse mundo tão vasto e com tanto ainda por descobrir.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Back to top button
Close

Adblock Detected

Please consider supporting us by disabling your ad blocker
%d bloggers like this: