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Não nascemos para ser de todos. Nascemos para ser de alguns

Somos todos diferentes. Todos temos as nossas cores, tamanhos e feitios. Temos coisas que adoramos e outras que não suportamos. Todos somos únicos e é esse o encanto que cada um de nós tem dentro de si: não haver mais ninguém igual.

É quando nos apercebemos desta realidade que deixamos de nos importar com quem gosta ou não gosta de nós. Nós somos assim, ponto. E por todos sermos diferentes, vão sempre existir pessoas que não gostam de nós. Ou porque não usamos o estilo de roupa com que elas se identificam ou porque temos características na nossa personalidade que não vão ao encontro do que essas pessoas procuram. Faz parte. E ainda bem que assim é.

O que não faz sentido, – e grande parte das vezes fazemos -, é continuarmos a insistir em darmo-nos a pessoas que não gostamos. Pediram-me que refletisse sobre isso. Sobre o porquê de nos darmos com pessoas com as quais não nos identificamos. Depois de muito puxar pela minha cabecinha, cheguei à conclusão de que todos temos as nossas razões. Podemos não simpatizar com uma pessoa e darmo-nos com ela simplesmente porque ela é importante para alguém que amamos. Noutros casos, podemos apenas ter uma personalidade que não nos deixa soltar daqueles que não queremos ter perto.

No entanto, creio que há um denominador comum relativamente a este assunto: nós não encaramos como normal o facto de não gostarmos todos uns dos outros. Como se não gostar de alguém fosse uma coisa completamente horrível quando não é. Faz tão parte da vida como o céu ser azul e existirem estrelas.

No fundo, nós somos pequenas peças e toda a gente sabe que as peças não se encaixam em qualquer sítio. Cada peça tem um lugar que lhe pertence. Assim, quando perdemos tempo a querer pertencer a todo o lado, podemos perder a hipótese de estar junto daqueles onde, realmente, pertencemos. É uma questão de aceitação. Não nascemos para ser de todos. Nascemos para ser de alguns.

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Cátia Barbosa

Dizem que sou sonhadora. Gosto de sonhar acordada mais do que quando estou a dormir. Prefiro o som às imagens e a natureza aos ecrãs. Acredito em magia, em sonhos que se realizam e em tudo aquilo que não se vê com os olhos. O amor move-me e foi ele que me levou às palavras. A licenciatura em Jornalismo e Comunicação tirou-me qualquer dúvida sobre aquilo que quero fazer na vida. E o amor pela rádio só veio aumentar essa certeza.

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