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La Casa De Papel

Malta, antes de começarem a ler este texto, isto CONTÉM SPOILERS! Depois não venham cá dizer que não vos avisei.

A temporada mais aguardada desta quarentena, já saiu. Ai, meus queridos, devorei-a numa noite. É o mais aproximado de direta que podemos fazer neste momento. Calma, que não faltou álcool.

Esta séria traz-nos gritos melhores do que um filme de terror, mini-arritmias e até AVC. Nunca o meu coração bombou tanto como na noite em que assisti à última temporada da Casita do Papel. Bem, quer dizer, última salvo seja, não é?

Relembrando o que aconteceu na temporada anterior, a nossa querida Naioribi estava às portas da morte e a nossa querida Lisboa tinha morrido. Ou queriam eles que pensássemos isso. Mais que óbvio que esta personagem não iria morrer, pelo menos para já. Começo-me a sentir no “Game of Thrones”, em que já não posso admirar uma personagem que vai logo desta para melhor.

Chorei baba e ranho com a morte do Berlim, porque era de longe o homem que ocupava o meu top de amor platónico. Aquele mau feitio sarcástico tirava-me o sono.  O nosso querido Helsinky é aquele ursinho de peluche que dá vontade de levar para casa e dormirmos agarradinhos a ele durante a noite, para os monstros debaixo da cama não nos fazerem mal. O Moscow fez-nos soltar aquela lagrimazita marota no canto do olho.

Contudo, nem tudo são rosas e há personagens que nos apetece apertar o pescoço e dar umas valentes chapadonas naquela cara. Falo da Tóquio. Parece o Pestinha, o Bart Simpson ou o que quiserem. É aquela criança que passa a vida a fazer asneiras para chamar a atenção dos pais, porque é super-rico e os pais dão-lhe tudo o que quer. É verdade que as asneiras da moça ajudam a desenrolar a história, mas, possa, podem prender a miúda a uma cadeira até acabarem o assalto?

O nosso querido Rio regressa do mundo dos mortos e veio atordoado em relação a tudo. Parecia eu, quando vi a saga “Atividade Paranormal” numa noite. Qual cafeína qual quê, amigos. Nunca a caminha da minha mãe me soube tão bem.

O moço andou lá nos buracos da Argélia e regressou para se ir meter num buraco ainda maior.

Temos o Denver, que anda com uma crise existencial no casamentosito dele com a Estocolmo, porque anda armado em machão e anda a adorar Maserattis em vez de Fiats Putos 500.

O Arturito, que Deus me perdoe, é a personagem que mais comichão me dá (ó não digo asneiras, porque não posso). Aquele homem é o mais irritante à face da terra. Sim, eu sei que é uma personagem, mas mesmo assim. Que personagem mais irritante. Deus me livre. Com este fiquemos por aqui, que é melhor.

Agora passemos ao nosso Palermo. Eu curto do chavalito, a sério que sim. Há ali qualquer coisa nele que me faz lembrar o meu querido Berlim, será talvez o amor que tinha pelo meu número um. Seja o que for, gosto do homem e gosto da personagem dele. O gajo é inteligente, mas desta vez a inteligência dele valeu-lhe um tiro no pé e correu mal, muito mal, Palermo.

Surge, entretanto, aquele Gandín. Meu Deus, o que é aquilo? O homem não morre de maneira nenhuma? Se tivessem este homem do lado deles desde o início, meus amigos, não era preciso uma temporada inteira para assaltarem o Banco de Espanha. Em dois episódios, o homem arrumava aquilo tudo. Ponham os olhos nele, meus queridos. O homem é ruim como as cobras e emana maldade naqueles poros todos.

E a nossa Lisboa ali quase a quebrar e a fazer-nos todos a ter palpitações? Maluca, quase a dar com a língua nos dentes. Abençoado Antoñanzas que se fez à vida e, por um milhãozito de euros, salvou ali aquela gentalha toda de fazer asneira.

Sabem as grandes diferenças para mim neste novo assalto? Primeiro, estão cheios de dinheiro. Raios parta aquela gente que tem pessoal a trabalhar para eles no cu de Judas e conseguem ter olhos em todo o lado. A maquinaria é da melhor e da marca Hormund. Os ângulos das câmaras, os cenários e até mesmo os pequenos detalhes, são de uma magnificência brutal. Ainda dizem que o dinheiro não traz felicidade. É só verem “A Casa de Papel” nos seus primórdios e vejam agora e depois digam-me se não tenho razão.

Uma outra grande diferença que vejo é a ligação emotiva que há ali naquele grupo. Oh, meu Deus, parecia que estava a ver “A Casa dos Segredos”. O Denver está com ciúmes do Rio, porque estava a falar com a Estocolmo no sofá, descalços. O Palermo faz birra, porque o excluíram das actividades que a Voz deu aos restantes colegas e, então, prendeu o chibinho. A Estocolomo é aquele concorrente tipo Zé Maria do “Big Brother”, dá-se bem com toda a gente, ouve toda a gente, é amiga de todos, dá conselhos… uma seca basicamente, mas que poderá muito bem ganhar o reality show. Aqui têm todos as emoções à flor da pele, porque estão 24h sob 24h fechados naquela casa. O Professor começou a pensar com o coração e não com a cabeça (mulheres desta vida, mais uma prova de que devemos sempre pensar com a cabeça e nunca com o coração) e

 só faz porcaria. A única coisa decente que aquela peste, a Tóquio, fez foi abrir os olhos ao cego do amor que já ia estragar tudo e o meu coração ia parar.

Estamos a terminar este texto que me custa horrores a escrever, mas ainda falta falar de duas personagens.

Primeiro, falemos daquela Alicia Sierra. Que mulher é aquela? Expliquem-me como é que aquela criança dentro daquela barriga ainda não morreu de diabetes com a carrada de gomas que aquela mulher come e como é que ainda não saiu cá para fora depois dos stresses todos que passou. Vou-vos contar uma coisa: aquela mulher substituía o Professor num abrir e fechar de olhos. Imaginem aqueles dois cérebros a trabalharem juntos? Qual Banco de Espanha qual quê? Assaltavam a realeza espanhol, durante a entrega do correio, na boa. Diz a Tóquio que o faro de uma grávida é bem mais aguçado. Eu não sei, mas a verdade é que foi a única a ir dar um “Oi” pessoalmente ao nosso Professor. Esta mulher vinda de Marte passou diretamente para o meu top 5.

Agora, sim, chegamos ao fim e tenho de falar daquela cena que nos fez fazer pausa no episódio, engolir a seco, rezar um Pai Nosso e desejar que aquilo fosse uma partida do Dia das Mentiras. Nunca este corpinho derramou tanta lágrima num só episódio. Ver a minha querida Nairobi cair daquela maneira, acabou comigo. Virei meia garrafa sozinha, fiz pausa e passei para trás. A segunda morte que mais me custou ver nesta série. Não merecia de todo, como é óbvio, mas criou um ambiente bastante pesado naquele grupo que já estava todo despedaçado. Uniu mais o grupo, também é verdade, mas deixou-nos com um peso enorme no coração. Se aquilo já estava negro, o cenário ficou bem pior. Se o Darth Vader entrasse naquele Banco, era uma luz ao fundo do túnel para aqueles ratinhos de laboratório.

Resta-nos, agora, esperar, não enlouquecer durante esta quarentena e rezar, rezar muito meus amigos, porque o que aí vem é bem pior e não vamos estar preparados.

Vou emborcar mais uma garrafa de vinho e reviver aquela homenagem simplesmente linda que fizeram à Nairobi, quando a tiraram do Banco, dentro daquele caixão.

Netflix não te demores muito, porque o álcool cá em casa está a acabar. E não é o desinfetante.

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