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Dragon Ball Super

Será que era necessário?

Não deve haver ninguém que não conheça Dragon Ball ou a personagem Son Goku. Mesmo as expressões de Kamehameha, o ataque mais forte do protagonista, e as bolas de cristal, utilizadas para concretizar um desejo, são fortes referências que ainda nos lembramos desta animação. Dragon Ball fez parte da nossa infância/adolescência (sim, estou a falar de uma época no início dos anos 90, que era fixe ver desenhos animados). A aventuras do pequeno Son Goku, um menino que se tornou no guerreiro mais forte do planeta, enquanto salvava o mundo de ameaças extraterrestres e futuristas, que apareciam de tempo a tempo para atormentar os habitantes da Terra. Son Goku voava, tinha bom coração e, por isso, conseguia flutuar numa nuvem mágica, enquanto esforçava-se ao máximo, com muito treino, para se tornar mais forte. Nós acompanhávamos estas aventuras com bons momentos de humor e batalhas épicas.

A história mediática foi criada em 1986, por Akira Toriyama. Depois do manga, passou para anime. Em Portugal, só chegou em 1995 e “colou” crianças e jovens ao ecrã da televisão. A dobragem portuguesa foi do melhor que há. Nas vozes portuguesas tínhamos os atores Henrique Feist, João Loy e Cristina Cavalinhos, o diálogo era muitas vezes improvisado, o que conseguia identificar-se bastante bem com a atualidade da sociedade portuguesa. Estes eram os primórdios da dobragem no nosso país, ainda num pequeno estúdio, mas conseguiram fazer a diferença para as gerações futuras.

A narrativa de Dragon Ball foi de tal forma inspiradora e marcante que conseguiu inspirar outras obras de anime. Contudo, o primeiro amor será sempre o mais marcante. Depois da saga Dragon Ball, que aborda os tempos de criança de Son Goku, a sua amizade com Krillin e os treinos com o Tartaruga Genial, surgiu a saga Dragon Ball Z. Aqui temos o protagonista adulto, casado e com um filho. Durante quase 300 episódios, conhecemos fantásticos vilões como Vegeta e os outros Super Guerreiros, Freeza, os Andróides 17 e 18, Cell e Majin Boo. Estes foram os melhores tempos. Depois surgiu o Dragon Ball GT, que sempre me pareceu uma continuação de história desnecessária, apesar de continuar com excelentes personagens, mas já não conseguia superar os episódios do Z. A comemorar os 30 anos da existência do herói, o próprio criador decidiu avançar com uma nova animação. Começou assim a ser desenvolvido Dragon Ball Super.

O encontro temporal desta nova saga acontece um pouco antes do final do Z. O Planeta Terra está finalmente em paz, após a destruição de Majin Boo, e agora Hércules é visto como um salvador. Depois de uma reviravolta, Goku e Vegeta são agora discípulos do destemido Deus da Destruição, Beerus, mas a saga só começa mesmo a avançar quando o Trunks do futuro volta com um pedido de ajuda, para derrotar o Black Goku. Um adversário exactamente igual ao protagonista e que se exprime com a mesma força. No entanto, o melhor desta sequela aconteceu com o Torneio do Poder. Quando os deuses do universo se juntam com os seus guerreiros mais fortes, perante a ameaça de serem destruídos, caso perdessem. Evidentemente que estamos a torcer pelos concorrentes do universo 7: Goku, Vegeta, Gohan, Krillin, C18, Tenshin han, Tartaruga Genial, C17, Satan e Freeza.

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Kamehameha é o ataque mais forte do Goku. Utilizou esta técnica em muitas das suas batalhas.

Dragon Ball Super é um soco no estômago de nostalgia. Durante todos os episódios, houve vários momentos emocionantes que nos fizeram relembrar os bons momentos do passado desta série animada. As personagens quase intocáveis, testavam mais uma vez a sua força e ainda nos proporcionavam momentos fortes de riso. O Torneio do Poder foi de todos o melhor arc, pois conseguimos assistir mais uma vez às nossas personagens favoritas a dar tudo por tudo. Esta foi a saga que Toriyama imaginou desde o início.

Contudo, não começou por ser assim. Quando o anime foi exibido, em 2015, não estava preparado para tal. Uma produção apressada, calendarização com falhas, episódios mal escritos e pior, uma péssima animação, resultou em críticas negativas. Com reformulações, conseguiu superar-se e a última saga tornou-se mesmo na melhor, terminando da forma mais épica possível. A luta entre Goku e Jiren foi de tirar o fôlego,  uma verdadeira luta de titãs. A qualidade da animação duplicou e assistimos a uma direção de arte excelente. As audiências foram recuperadas e não há dúvidas que este é o melhor anime de todos os tempos. Apesar destes pontos positivos, também existem negativos. Os adversários estão cada vez mais fortes e, por isso, o grupo dos bons tem que se superar em termos praticamente quase impossíveis. Só em Super, Goku conseguiu três novas formas de evolução de poder: Super Saiyan God, Super Saiyan God Blue e Ultra Instinto. E enquanto muitas personagens concentram demasiado poder, outras muito fortes, como Gohan, não tiveram a mesma oportunidade de provar o que valem.

Concluindo, Dragon Ball Super foi uma entrada sólida para a franquia. Apesar do começo irregular, conseguiu alcançar o seu modo de super-guerreiro e melhorar bastante a sua animação. Mesmo com os seus altos e baixos, com 131 episódios, este anime conseguiu provar que ainda é dos mais populares do mundo. Dragon Ball ainda está longe de terminar, depois desta saga foi lançado um filme que superou as bilheteiras em todo o mundo e ainda se espera uma nova continuação, devido à forma como terminou o Torneio do Poder. Por isso, já sabem, não percam o próximo episódio, porque nós também não.

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Célia Paula

Licenciada em Ciências da Comunicação, adoro escrever e ler. Sou lontra de sofá, amante de filmes e séries de televisão, vejo tudo o que que posso. Aprendiz de geek, vivo num mundo de fantasia. Adoro a vida, e ainda há tanto para descobrir.

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