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Crash Landing on You

por Andreia Ferreira

Hoje trago-vos uma série e este artigo pode conter vestígios de spoilers.

É algo diferente, pois é sul-coreana. O nome é: Crash Landing on You

Que me lembre, nunca tinha visto uma produção sul coreana (ouvi dizer que existem milhares), raramente assisto a outra coisa que não seja em inglês ou português e por isso confesso que esta série nunca seria uma escolha que eu fizesse, mas quis o “destino” que ela fosse escolhida para mim – e ainda bem. Só tem uma temporada, com 16 episódios, mas valem muito a pena.

Quando começou, acreditava que ia ver um filme sobre as rivalidades entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, longe dos hollywoodescos comuns e com a mesma rapidez que se tornou interessante e empolgante, o primeiro episódio chegou ao fim. Quis ver o segundo de imediato pois, a curiosidade levou-me a melhor. Talvez possa ser considerada uma novela sul-coreana porque há muito drama da vida real mas continuo a vê-la como se fosse um filme de longa duração.

Aviso já: não quero estragar a emoção de quem vai assistir, por isso, vou evitar os spoilers, mas devem saber que apesar de nos primeiros episódios ser engraçada, misteriosa, emotiva, curiosa e expansiva, o drama que se assiste capítulo a capítulo é o que envolve já que coloca em questão as crenças de cada personagem bem como a veracidade do conceito do “destino já escrito” e se é algo inevitável.

Na prática começa quando uma rica empresária sul-coreana está a fazer parapente e é apanhada por um tempestade que a leva a perder-se nos bosques da Coreia do Norte e é apanhada por um Capitão de uma equipa militar de elite que está a verificar a fronteira. Com medo, ela acaba por fugir e perde-se devido ao seu péssimo sentido de orientação e à dificuldade de confiar nas pessoas – mas também, quem é que iria confiar em alguém quando está na Coreia do Norte? O objectivo de Se-ri é voltar ao seu país o quanto antes, mas desconhecendo que direcção deve tomar acaba por ser reencontrada por Ri Jeong-hyuk, o capitão que a encontrou pendurada numa árvore, numa aldeiazinha muito pobre.

Se-ri é abrigada enquanto o capitão decide o que fazer com ela, fica óbvio que não a quer matar – castigo normalmente dado aos invasores que são imediatamente considerados espiões– mas também não quer que ninguém a descubra antes de a enviar o mais rápido possível para casa e causar mais problemas. Nessa noite, outra mulher é morta e os quatro soldados que ajudavam na busca da invasora acreditam que era a mulher que procuravam e quando chegam à casa de Ri para dar a notícias, dão de caras com a fugitiva.

Em conjunto, começam a criar um plano para tirarem-na de lá, a sul coreana tenta intimidá-los acusando-os de fazerem um péssimo trabalho, já que eles deviam ter protegido melhor a fronteira e não permitir que uma mulher como ela tivesse entrado no país e enquanto o plano não dá certo, os militares começam a se familiarizar com “fugitiva” e com a vida que esta leva na Coreia do Sul.

Após variadas peripécias e momentos de comédia em que nos são dadas a conhecer as personagens, vamo-nos envolvendo nas vidas simples das pessoas da Coreia do Norte à medida que Se-ri se deixa conquistar pelos moradores da aldeia, que embora sejam muito pobres (que nem electricidade têm), acabam por lhe mostrar mais carinho e consideração do que os seus próprios familiares riquíssimos na Coreia do Sul que estão bem contentes de a verem desaparecida.

Esta série não só nos traz apenas o contraste gritante entre ambos os países, traz-nos Amor. Um Amor simples, sem esperar nada em troca, não, não é só sobre o amor romântico, mas sobre o Amor incondicional que se tem ou que se vai construindo com as pessoas à nossa volta. Mostra-nos que o amor vive nas pequenas coisas, seja ele romântico, familiar ou entre amigos. Realça que o Amor pode estar nos gestos, nas palavras, no carinho que nos dedicam e que até pode ser preciso fazer sacrifícios, mas que são pequenos quando comparados a todo o bem que isso pode trazer. Independentemente das diferenças culturais, raciais ou até mesmo financeiras, este sentimento que se escreve com apenas 4 letras é universal e muito maior e mais forte do que tudo o resto. Esta série demonstra bem que podem ser as pessoas que menos esperamos que nos amam mais e que nada tem a ver com os laços familiares.

Quanto ao amor romântico, aos pouquinhos, nasce uma história de amor à antiga, entre Se-ri e o Capitão Ri Jeong-hyuk , embora este já tenha uma noiva há quase 10 anos. Claro que este amor não pode acontecer e por isso nenhum deles quer ceder e negam o interesse um pelo outro. De amores proibidos, muitos andam fartos, no entanto, estas personagens, tão bem construídas talvez sejam baseadas em pessoas do dia-a-dia, espalhadas pelo mundo, a fazer com que cada dia fazendo o bem pelos outros. Este amor que os une é a base de tudo o que vale a pena neste drama e talvez seja por isso que é um drama tão bom pois, apesar de ambos saberem que não podem ficar juntos, importam-se tanto um com o outro que fazem o que for preciso para o outro ficar bem, vivo e feliz, mesmo que nunca mais se vejam.

Para acabar, deixo-vos o trailer e a informação que esta série está no TOP 3 dos melhores dramas sul coreanos e olhem que eles são prós nessa área. Não se preocupem, no Netflix está legendado em Português.

Andreia Ferreira

Sou inspirada pelo mundo. Tenho a forte crença que tudo acontece no momento certo, que o mestre aparece quando o aluno está preparado e que por detrás de cada contrariedade há sempre uma oportunidade para aprender alguma coisa. A sincronização do universo é das coisas que mais me fascina por isso, estejam atentos ao que o universo vos leva.

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