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Bem-Estar

A evolução do Fazer, Ter, Estar e Ser

Não é uma questão de língua portuguesa e, sim, de significado real da palavra e o seu contexto. No entanto, será que sabe o que é fazer algo por si, ter algo seu, estar consigo mesma ou simplesmente ser você própria?

Porque perante uma sociedade consumista onde os valores vivem na aparência das coisas, pouco se desenvolve o sentir, o escutar e o observar. O que possuímos surge como mais importante e vivemos em prol do que conseguimos obter, através do fazer ou não. Apenas muito depois de nos preocupamos com o que sentimos e como estamos perante esta sociedade, seja na família, com os amigos, os colegas e outros.

Percebe-se como a ordem das coisas se torna supérflua e superficial. As emoções não assumem um papel preponderante, não escutamos a nossa mente inconsciente nem o nosso corpo.

E com facilidade surgem as doenças somatizadas.

A somatização infere por si só, o consumo dos medicamentos, a procura de uma cura muitas vezes inexistente. Porque é que não fazemos primeiro, uma introspeção sobre o que nos consome de verdade: o tempo, as pessoas, os vícios, o quotidiano, as emoções, o trabalho, o dinheiro? Ou a ausência e carência de tudo.

Ora, enquanto uns preferem viver do que ganham e para o que gastam, outros preferem mostrar o que possuem, muitas vezes vivendo abaixo das suas possibilidades financeiras.

A sociedade trata-se, hoje, de uma fachada consumista de “likes” virtuais, de visualização e aceitação: uma fome de afetos mal identificados que se resumem ao olhar do outro e a sua aprovação imediata. Ora a internet é exímia em conceber e ajudar a alcançar este, novo, progresso.

É um progresso, não é: Termos chegado até aqui?!

Então e aqueles que preferem desenvolver o seu intelecto ou a sua espiritualidade? Não se coaduna na perfeição com este progresso, ou então será necessária uma readaptação ao novo meio virtual.

Vivemos, todos, sem ilusão – no seio de uma multidão de “gentes” que não desenvolvem a mente, mas aquelas que desenvolvem, não mostram a sua intelectualidade superior, por falta de uma equivalência de linguagem à sua volta. Estas últimas, são mais desenvolvidas mentalmente e não convivem com medo da exposição social, com medo da rejeição pela diferença, sendo abandonadas por si mesmas e depois pelos outros.

Em suma, o saber “Fazer” implica ter conhecimento e expediente, o saber “Ter” indica status e posse, o saber “Ser” indica evolução pessoal, mental e espiritual, o saber “Estar” envolve educação, desenvolvimento e envolvimento humano.

Deixo aqui mais uma questão para refletir: quando nos perguntam, quem somos nós, qual a resposta que imediatamente damos?

Parece inato responder em forma curricular: sou engenheiro ou arquiteto, tenho x anos, etc.

Está claramente, imposta esta ordem na resposta, mas a verdade é que eu não nasci e sou a minha profissão, nem a idade muitas vezes importa naquilo que se pretende saber.

Em momento algum, nós pensamos na resposta ao “quem sou eu”, de forma a dizer na integra qual a nossa essência. Afirmo mais: nós não somos o que pensamos e muito menos a forma como nos comportamos.

Portanto vamos descascar esta cebola de forma a encontrar uma emoção ao responder internamente:

Se não exercesse a sua profissão, quem seria ou gostaria de ser?

Se não tivesse os seus bens atuais, o que teria ou gostaria de ter?

Se não estivesse onde está, onde estaria e se estaria sozinho ou acompanhado?

Se não fosse quem é, caso saiba a resposta, quem gostaria de ser?

Deduzo que qualquer resposta possa invocar sensações boas e menos boas, ou porque se vive em pleno ou porque há algo que não está alinhado com a nossa essência.

Será que esta vida é suficiente para mudar alguma coisa de forma a que qualquer coisa que façamos nos traga felicidade e paz interior?

Seria bom pensar assim.

Aqui começa o processo de mudança.

Quero Ser quem sou para Fazer o que gosto, Ter o que necessito e Estar em paz e coerência como os meus valores.

Sejam felizes!

Sandra Pereira

Sou natural do Barreiro e vivi a minha infância e adolescência em Maputo. Regressei a Portugal com 18 anos, para se licenciar em Arquitectura. Comecei a escrever aos 13 anos e registei a minha primeira obra de poesia aos aos 19 anos. Para além de escrever sou Life Coach e Formadora de Gestão Emocional, com valência em PNL. Juntando estas duas valências, publiquei o primeiro "filho" escrito no âmbito de Coaching Emocional: "Contos Metafóricos", em 2018.

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