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A ignorância dos “Sabichões”

Dizia Confúcio, filósofo chinês falecido em 479 a.C., que “o verdadeiro conhecimento é conhecer a dimensão da nossa própria ignorância”.  E, se juntarmos a famosa frase de Sócrates, filósofo Ateniense que morreu no ano 399 a.C., que dizia “ipse se nihil scire id unum sciat” (só sei que nada sei), temos uma premissa que nos pode levar, ainda hoje, 2021 d.C., a fazer várias considerações sobre a sociedade atual.

É difícil para quem gosta de aprender e que não segue apenas uma única corrente, uma única crença, ou mantém o espírito aberto, manter a convicção que, durante a nossa curta vida, possamos saber alguma coisa que seja suficiente para sermos considerados sábios.

Evidentemente que, ao longo dos séculos, existiram grandes pensadores, grandes sábios, grandes mentes, mas nenhum, nem mesmo o inigualável Leonardo Da Vinci, conseguiu chegar a saber tudo.

E já nem vou mencionar físicos, astrofísicos, químicos, investigadores, cientistas, filósofos, líderes espirituais, políticos, professores, quem quer que seja.

Porque quem se achar o pináculo do conhecimento, por mais culto e inteligente que seja, e não tiver em si a noção que o conhecimento que possui não é absolutamente nada para a dimensão de tudo o que existe e não for humilde na sua essência, então não sabe definitivamente nada.

No entanto, o fenómeno das redes sociais e dos emergentes “sábios” que condenam tudo e todos, ficando ofendidos por tudo e por nada, acaba por diminuir qualquer potencialidade que o conhecimento real e a evolução tecnológica nos oferecem, a nós, os mais ignorantes da cadeia de “sabedores” da espécie humana.

Se, ao invés de criticar, as pessoas assumissem a sua ignorância e tentassem aprender com a ignorância ou com as opiniões alheias, acabavam por evoluir e crescer como pessoas e como pensadores.

Ser rude, mal-educado, gostar de ofender e não trazer nada de positivo numa opinião, é ser o mais ignóbil de todos os ignorantes.

Hoje, está na moda o culto do “eu” e do “amor próprio”, mas isso nada tem a ver com a falta de humildade ou com a falta de noção de que nada somos neste universo tão complexo e diversificado. São coisas distintas e não são indissociáveis.

Aceitar que não somos donos da verdade ou que não temos o direito manifestar qualquer opinião redutora do outro e que, por muito bons que sejamos em determinado assunto, nunca saberemos tudo de coisa nenhuma, já nos torna grandes sabedores e bastante inteligentes.

Aprender a ouvir, a interpretar e, sobretudo, a ser humildes e gratos, é sem dúvida alguma a base para podermos chegar longe, neste breve momento que estamos neste mundo!

Ana Marta

Ana Marta, nascida em Sintra a 22 de Abril de 1971 e mãe de 3 filhos, desde cedo revelou o seu interesse pela escrita e pela Literatura, começando por escrever pequenos poemas durante a adolescência, época em que estudava Literatura Portuguesa. Ávida leitora desde que aprendeu a ler, sempre consumiu livros dos mais variados géneros literários e escrevia, em diários, textos sobre o que o seu coração sentia. Algumas décadas mais tarde, viria a publicar num blogue intitulado "Inexplicavelmente", textos da sua autoria e que, mais tarde, atraíram milhares de seguidores na sua página de Facebook, atualmente "ANA MARTA". Em 2020, lança o seu primeiro livro "Inexplicavelmente".

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