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O amadurecimento

Quem me dera ser como sou hoje mas com menos 10 anos.

Não sei esta reflexão acontece com outras pessoas ou se até pensam sobre isto da mesma forma que eu. Às vezes dou por mim a pensar: chegada aqui, a esta fase da minha vida – quem me dera ser como sou hoje mas com menos 10 anos! Na verdade, não sou particularmente saudosista com o que passou e mesmo no errado ou no mal feito, mantenho a crença que fiz o melhor que soube dentro das circunstância e com o que tinha ao meu dispor na época. Por esse motivo, fiz sempre o melhor.

No entanto, com o passar do tempo e com a experiência de vida que vamos adquirindo, conseguimos perceber que AGORA temos o potencial que nos faltou em determinada altura. Até é um pouco disparatado se considerarmos que a juventude tem um fulgor único, mesmo que haja alguma insegurança, a maturidade por outro lado, traz-nos a segurança ainda que por vezes careça de alguma energia mais impetuosa. Parece que as coisas estão desequilibradas e que existe algum desfasamento, mas não.

Não era suposto ter a maturidade que tenho hoje com menos dez ou vinte anos, porque esses anos contribuíram para o amadurecimento que tenho hoje. O que se perde em juventude, ganha-se em saber e experiência. Quando somos adolescentes não temos a estrutura necessária para suportar uma maturidade que não se coaduna com a idade, nem a iriamos valorizar. Por outro lado, o mesmo talvez se passe com a energia da juventude, se não a utilizarmos quando está no expoente máximo não iremos gastá-la mais à frente até porque ela deixa de estar potenciada, precisamente pela juvenilidade que já não temos.

Cada momento na vida tem a sua magia. O que me apercebo cada vez mais é que, quanto mais vivo e sei mais incrível as coisas se vão tornando. Ganhamos segurança e uma preparação que nunca antes experienciámos e isso dá-nos um “poder” absolutamente inacreditável. Amadurecer é a maneira do destino nos dar a oportunidade de provarmos, constantemente, o quanto somos humanos diante da grandeza da vida.

É como ler o mesmo livro em diferentes fases da vida. A primeira vez que o lemos gostamos e podemos até achá-lo sublime, a segunda já vamos encontrar novos detalhes e sentir cada palavra de um modo diferente na terceira o próprio sentido da história ganha outros contornos e por ai fora. O mesmo livro terá sempre diferentes interpretações consoante o contexto em que o lemos, tal como a nossa vida. O processo de amadurecimento faz parte de um reforço na melhoria da nossa personalidade.

Os mais novos não fiquem desanimados, não me parece que tenhamos de chegar ao estatuto de anciãos para nos considerarmos maduros! Vamos chegar lá ainda mais sábios e experientes é certo, no entanto, antes disso temos de conseguir perceber o caminho evolutivo que percorremos e como é maravilhoso nos sentirmos mais seguros de nós próprios e apreciarmos o que crescemos enquanto seres humanos.

Photo by Gabriel Silvério on Unsplash

Sofia Cortez

Sofia Cortez marketeer por acaso, escritora em desenvolvimento e artista por vocação. Não existe uma linha condutora para a criatividade, só a vontade de criar. Entre os seus trabalhos estão uma Exposição de Croquis de Moda realizada 97 no Espaço Ágora, curso de desenho na Sociedade de Belas Artes em Lisboa, a participação em feiras de artesanato com o projeto: Nomes em Papel para crianças, um livro editado em 2018 “Devemos voltar onde já fomos felizes”, várias participações em coletâneas de autores em poesia e conto, blogger no blog omeuserendipity.blogspot.pt, cronista, observadora, curiosa com o mundo e aprendiz de todos os temas que permitam o desenvolvimento humano.

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