Velocidade e um só lugar? O BAC Mono é o ideal

O mundo automóvel tem um enorme número de carros que estão feitos para testar os limites do condutor e da estrada. Desde os Caterham ultra-leves e extremamente potentes, aos Porsche RS, passando pelos Lamborghini Super Veloce e Superleggera. Todos eles entregam uma performance espetacular com o bónus de ter um lugar para o passageiro, algo a considerar, quando queremos impressionar a namorada. Então e se quisermos um carro só com um lugar? Um desportivo puro e duro que seja mais próximo de um monolugar de Fórmula 1 do que propriamente com um carro de estrada. Algo intrínseca e puramente egoísta, algo para deleite só do próprio. Não precisa de procurar mais. O BAC Mono é o carro para si.

Formada em 2009, a Briggs Automotive Company é o fruto dos irmãos ingleses Neill e Ian e tem por objectivo criar carros desportivos pensados para os entusiastas (aquela malta que gosta de conduzir e cuja ideia de um passeio é fazer 400 km numa tarde). De momento, apenas produzem o Mono.

Dizer que o BAC Mono é apenas um carro é como dizer que o Palácio de Buckingham é apenas um edifício. A lista de empresas que ajudam a construção do Mono é um verdadeiro “who’s who” da industria automóvel. Senão vejamos: o motor é um 4 cilindros de origem Ford com 2.3 litros, altamente modificado pela Cosworth, com 285 cavalos de potência, a caixa de velocidades de semi-automática de 6 relações é feita pela Hewland, a suspensão e amortecedores, que são totalmente ajustáveis, são fabricados pela SACHS Racing e os travões pela AP Racing. Finalmente os pneus são Kuhmo exclusivos do BAC. Isto tudo sem esquecer o chassis em metal e a carroceria em fibra de carbono e compósitos. O resultado é simples: o Mono cumpre os 0-100 km/h em 2.8 segundos (o Veyron e o Chiron cumprem em 2.5) e atinge os 274 km/h, algo bastante aceitável para os padrões de hoje em dia.

Porém, o Mono tem o seu quê de exclusividade. Cada carro não é feito à medida do cliente, mas sim construído em volta dele. Ou seja, o banco, o alcance dos pedais e a posição do volante são determinados pela forma do corpo e tamanho do cliente, de modo a que o dono se sinta o menos apertado possível. Deste modo, é natural que o primeiro passo na compra de um Mono seja efectuar medições ao futuro dono. Sendo um monolugar e ultra-leve, não há muitas opções para escolher e a grande parte delas são estéticas. É possível, entre outras combinações, encomendar um Mono em verde acido/fibra de carbono (OH YES PLEASE!). Há também a opção de um capacete em carbono e um volante feito à medida também em carbono.

Agora vêm as más noticias. O Mono custa 90 mil libras. O que deverá rondar os 150 mil euros no nosso jardim à beira-mar plantado, isto antes de impostos. É caro e completamente desnecessário. É, porém, ao mesmo tempo não é. Isto, porque não se pode considerar o Mono como um carro normal, que não o é. É a coisa mais próxima de um monolugar de F1 que podemos comprar, não tendo ajudas eletrónicas de qualquer tipo. O Mono não é feito para ser usado em estradas, é feito para violar a pista, para ter o motor a rugir no redline, para ter a caixa ser usada e abusada, enquanto se tenta encontrar o limite de cada curva, ao longo de um dia num qualquer circuito próximo de casa. Pois é aí, entre grandes pistas como o Nordschleife ou Silverstone, que o Mono se sente em casa e revela o seu verdadeiro ser.

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