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Série TU: De perturbadora, inquietante a fascínio geral

A sociedade, o meio que nos rodeia, o núcleo familiar de proveniência e inclusivamente as relações que estabelecemos com os outros são fatores desencadeadores dos comportamentos do ser humano, na sua dualidade e atração para atitudes compulsivas, obsessivas, que deslizam inevitavelmente para um desvio de ações do bem, em que a violência verbal e até física podem tomar proporções alarmantes.

Neste contexto, somos atraídos pelas personagens de comportamentos bipolares compulsivos que, no momento assumem a candura e o fazer bem e, depois assumem-se como os vilões assumidos do nosso tempo.
TU, EU e NÓS seremos, sem dúvida, desviados para comportamentos e atitudes destas, mas depende da vontade, dos valores e da formação de cada um para adoptarmos estes comportamentos ou evitarmos adoptá-los imediatamente.

A série norte-americana “You” com tradução de “Tu” que podemos encontrar na plataforma de streaming Netflix é considerada, uma das melhores séries do género thriller psicológico com muitas semelhanças a uma série também americana e sobejamente conhecida internacionalmente como “Dexter”.

De perturbadora e igualmente chocante pela forma como os crimes são cometidos, esta personagem torna-se interessante em si que, de assassínio em série, consegue reunir a compaixão e até simpatia do espectador quando comete os crimes, supostamente, em nome da justiça e dos mais fracos.

Por seu lado, a história de “Tu”, que se passa nos tempos que vivemos atualmente, o dilema da personagem principal Joe Goldberg que, de personagem pacata, serena e até entediante no início da trama psicológica, torna-se na personificação do mal, do justiceiro a favor dos chamados desprotegidos.

Joe é, assim, a imagem do psicopata que atrai os problemas e comete os crimes impunemente num mundo, em que cada um tem dupla personalidade e omite grandes segredos.

Aos poucos e, conhecendo a real história de Joe, começamos por afeiçoarmo-nos ao gerente de uma livraria em Nova Iorque, que conhece Guinevere Beck, quando esta entra pela primeira vez na loja, e facilmente encanta-se e enamora-se pela jovem escritora de poesia em ascensão.

Todavia, começamos a apercebermo-nos do comportamento doentio e até obsessivo de Joe em controlar e vigiar os movimentos de Beck. Este amor que ele, idolatra como angelical, rapidamente se transforma em algo doentio e até perverso.

Por seu lado, Beck co-existe nesta trama, como alguém que procura um “príncipe encantado” após ter vivido no passado várias relações amorosas fracassadas. Joe irá personificar a tal salvação para um amor genuíno e puro.

Aos poucos, vamos penetrando na mente diabólica de Joe que nos cativa e quase nos vicia na vontade de conhecermos mais sobre esta personagem enigmática, peculiar e empolgante quando a conhecemos no seu interior.

Joe é o resultado de uma infância destruturada, uma criança que convive com uma mãe que não sabe escolher companheiros e é vítima de maus tratos e de violência doméstica.

O primeiro crime começa cedo, aos 12 anos, quando defende a mãe de um companheiro alcoolizado que não evita de exercer violência verbal e física.

Joe arrisca-se e utiliza uma arma de fogo que dispara uma bala certeira no opositor, que acaba por morrer.

Esta série tem 4 temporadas com uma 5ª temporada em previsão e, se a primeira temporada consegue conectar-nos para este thriller psicológico e para os dramas existenciais de Joe Goldberg, as restantes temporadas conseguem ligar-nos cada vez mais a história, que é impossível de desistir a meio.

Diria mesmo, que a obsessão de Joe estimula-nos para deixar-nos rendidos e quase viciados para as próximas etapas deste thriller psicológico.

Aliás, no início não senti muita curiosidade neste personagem, mas depois ao longo da trama, Joe consegue deixar-nos embalados na história psicótica, sempre á procura de respostas para os crimes que vão acontecendo sem apercebermo-nos dos jogos inerentes e das situações do acaso.

Esta história tem momentos altos de intensidade narrativa, de receio, de surpresa, de muito suspense para quem gosta deste género de séries e até de humor. Consegue cativar e deixar-nos até quase convencidos da beleza interior do personagem principal  Joe Goldberg que, oscila entre o bom e pacato jovem livreiro que esconde um passado de crime, de recalcamento psicológico e o lado diabólico, alucinante de ser o protagonista mau que atrai para si os crimes que são cometidos numa série inexplicável de acontecimentos.

Uma série desenvolvida por Greg Berlanti e Sera Gamble e produzida pela Warner Horizon Television, em parceria com a Alloy Entertainment e a A&E Studios

Temos um elenco artístico que foi criteriosamente escolhido com a presença de Penn Badgley, no papel principal de Joe Goldberg, que já conhecemos da série norte-americana “Gossip”, de Elizabeth Lail, no papel de Guinevere Beck, Luca Padovan, Zach Cherry, Jane Ortega, Victoria Pedretti,  no papel de Love Quinn, entre outros atores conhecidos.

Deixo-vos o convite para explorarem esta série de sucessivos acontecimentos e a descobrirem a mente tenebrosa do personagem principal – não há um único culpado, mas vários  – até nós, como público em geral, somos culpados por deixar-nos enredar neste thriller psicótico.

Nota: este artigo foi escrito seguindo as regras do Antigo Acordo Ortográfico
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