O orgasmo masculino

Muito se fala do prazer no feminino e nas várias formas de o conseguir. São oferecidos inúmeros conselhos no sentido de satisfazer a mulher a sentir em pleno todas as sensações. No entanto, é importante falar do outro lado da questão, do outro prazer, do outro parceiro, que é o masculino.

O homem é mais visual do que a mulher, o que não faz dele um tarado, mas sim um especialista em enredos e filmes que, muitas das vezes, não se realizam. Faz parte do erotismo, das fantasias e de um todo que é a excitação sexual. Os estímulos recebidos podem ser continuados na sua mente e terminarem em total satisfação.

Na década de 60 do século XX, Masters & Johnson desenvolveram um trabalho exaustivo sobre o prazer e as suas diferentes fases: desejo, excitação e orgasmo.

Os homens são os primeiros a receberem as energias que o aspecto visual pode produzir. As mulheres são mais emocionais e os homens mais físicos. Para eles há um objectivo final a ser concretizado, o que nem sempre é conseguido por elas.

Depois da primeira parte estar assegurada, a excitação toma conta do indivíduo e as mensagens recebidas podem ser perceptíveis através da chamada erecção, ou seja, a resposta que o pénis encontra para se manifestar. É o fluxo sanguíneo que chega ao membro, aumentando-o consideravelmente. Nesta mesma fase, a frequência cardíaca e respiratória também se elevam provocando uma maior sensibilidade no indivíduo sobretudo em locais mais irrigados.

As zonas erógenas, aquelas que são mais receptivas ao tacto e que oferecem respostas mais interessantes, situam-se em zonas bem específicas. Se nas mulheres podem ser encontradas por todo o corpo, nos homens há uma maior concentração na zona genital, e em especial nos testículos que alteram a sua morfologia. Todo o corpo se transmuta e a testosterona comanda a acção. É a ejaculação.

Finalmente chegamos à parte do orgasmo. É uma sensação tão intensa que pode resultar na perda de consciência, nunca sendo superior a 10 segundos. O sémen é expulso dos testículos acompanhado de espasmos involuntários e contracções da zona pélvica. Os 3 primeiros segundos podem ser perigosos, porque o cérebro apaga por completo.

O esforço é de tal forma violento que o período seguinte é de relaxamento total, podendo ser seguido de uma fase de sono. O pénis amolece e o corpo necessita de voltar ao equilíbrio inicial. O tempo posterior ao orgasmo tem o nome de período refractário e serve para as funções vitais voltarem ao normal. Será pouco provável que se dê uma nova erecção logo de seguida.

Após a pausa, que pode ser mais ou menos prolongada, as funções fisiológicas restabelecem-se e o processo pode ser novamente iniciado. O repouso revitaliza e funciona como um combustível que permite uma maior aceleração. Convém deixar bem claro que cada corpo tem um sistema de funcionamento autónomo e particular. As comparações são descabidas e inúteis.

O que acontece durante este clímax que faz com que o homem se perca de si próprio? Liberta endomorfinas que são analgésicos naturais e oxitocina, que estabelece uma certa ligação com quem está consigo. Digamos que está ligada à parte emotiva. O coração pode bater tão rápido que se assemelha a uma pequena explosão, o que justifica a perda de consciência.

Dizem os especialistas que o melhor sexo é o matinal, pois a testosterona está no seu pico máximo entre as 8 e as 11h da manhã. São eles que informam que o maior pénis mede 23 cm no estado de flacidez e atinge o máximo de 32 cm erecto. Já agora, a velocidade média de saída do esperma atinge 45 km/h. Tudo estudado e provado por técnicos especializados.

Porém, falar de sexo é isto? Onde ficam os sentimentos e as emoções? Sexo a dois será sempre melhor, uma partilha que permite uma relação satisfatória e atingir um outro patamar mais elevado. O mundo físico faz parte da vida e o sexo não tem só a função de reprodução. É uma mais valia numa relação, uma forma de expressão de sentimentos e um completar de um momento único.

O sexo e o orgasmo são partes da vida de todos. Sexo, porque nascemos fruto de uma relação sexual e orgasmo, porque o prazer que se retira do sexo é uma espécie de reset de tudo. Alivia as pressões, acalma os nervos e deixa a pele mais brilhante e suave. É de tal forma relaxante que é aconselhável ser praticado com regularidade. De preferência a dois, em sintonia e sem egoísmos.

Costuma dizer-se que quando uma pessoa está apaixonada perde a noção da realidade. De facto, o cérebro fica descontrolado, as mãos ficam suadas e tontas e o estômago é invadido por borboletas. Estas, numa união perfeita, dançam as suas músicas preferidas num baile que só elas sabem. Se o sentimento é correspondido então passa a festival e cada contacto, cada toque, cada olhar e cada pensamento, servem para completar o par e chegarem ao local onde se dá a perfeita fusão entre corpo e alma.

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