Não é segredo para ninguém nem é um assunto que ainda não se tenha debatido, que os pais são excessivamente protetores e não permitem que os seus filhos ganhem autonomia e independência, isso pode ter várias consequências para o desenvolvimento dos filhos e moldar o tipo de adultos que se tornarão. Esta superproteção, seja racional ou irracional, tem por base o medo.
O medo é uma emoção natural e, muitas vezes, desempenha um papel importante na proteção dos filhos. O instinto de proteção fica aguçado quando nos tornamos – pai ou mãe – e o impulso para tomar medidas de modo a garantir a segurança e o bem-estar das crianças enquanto estão em desenvolvimento, e por vezes até além desse período, pode ser excessivo.
À medida que os filhos crescem, enfrentam uma série de desafios, tanto físicos como emocionais e o papel dos pais como adultos responsáveis é ajudá-los a enfrentar esses desafios, fornecendo orientação, apoio e um ambiente seguro para que possam crescer e desenvolver-se plenamente.
É importante reconhecer que o desenvolvimento das crianças ocorre em etapas e cada estágio traz consigo novas aptidões, interesses e desafios. Como progenitores, é natural sentir-se preocupação e medo em relação ao que o futuro reserva para eles. No entanto, é igualmente importante lembrar que o desenvolvimento saudável das crianças é um processo gradual e que elas contam com os pais para fornecer o suporte necessário ao longo do caminho. Não podemos esquecer que também nós já fomos filhos, sabemos que algumas coisas foram benéficas para o nosso desenvolvimento e outras nem tanto, ajuda também a encontrar um equilíbrio no meio do processo.
Os filhos enfrentarão inevitavelmente desafios ao longo da vida, e parte do papel dos pais é capacitá-los a lidar com esses desafios de forma eficaz, isso envolve ensiná-los competências para resolução de problemas, incentivá-los a serem resilientes e apoiá-los emocionalmente em momentos de dificuldade.
Ao mesmo tempo, é importante encontrar um equilíbrio entre proteger os filhos e permitir que testem a vida e aprendam com as suas próprias experiências. Isto significa conceder-lhes autonomia adequada para explorar o mundo ao seu redor, ao mesmo tempo que se estabelecem limites e fornecerem orientações quando necessário.
Em última análise, o objetivo como pais é criar filhos felizes, saudáveis e bem ajustados, para que no futuro se tornem adultos capazes, independentes, seguros e estáveis e isso envolve encontrar maneiras de equilibrar o medo e a proteção com o desenvolvimento saudável e aceitar que os desafios da vida são necessários para o crescimento do ser humano.
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