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“O ano da SIC”?

Será através da novela Nazaré, da SIC, que conseguiremos mudar mentalidades? Sensibilizar a violência doméstica com cenas chocantes? Ou o mal está no videoclip de uma música de hip-hop? A Sic “mexe realmente connosco”?

A SIC ganhou as audiências, várias vezes, com a novela “Nazaré”, em que é exposto um violento caso de violência doméstica – mulher sofre de pressão psicológica, física e acaba por perder a sua identidade, a partir do momento em que a sua profissão é “cuidar dos filhos, que precisam de si”. O próprio Rui Unas, o agressor, admitiu em vários posts nas redes sociais que não era capaz de ver as cenas, devido à sua intensidade.

No último mês do ano, o caso foi desmascarado na novela e fugiram para o Porto, com a ajuda da APAV. Não condeno a presença da organização, antes pelo contrário, acho que é uma realidade que deve ser exposta,  mostrando que existem várias ajudas em Portugal para as vítimas. No entanto, qual a necessidade de demorar meses para a família encontrar um rumo? Audiências! Enquanto demoravam a colocar cada espectador “agarrado” ao episódio, existiram dezenas de mulheres que morreram nas mãos dos seus companheiros (em 2019, foram 27). Contudo, ainda bem que a SIC conseguiu ser líder de audiências.

Sem esquecer a polémica em volta da música “BFF” de Valete, que expõe um caso fictício de violência no namoro e que se tornou alvo de crítica, por retratar esta realidade de vários lares portugueses.

Porque é que uma novela no horário nobre da televisão portuguesa passa a imagem correta da situação e uma música de hip-hop incentiva à prática da violência? Vamo-nos preocupar em sensibilizar o tema nas escolas, melhorar o acompanhamento psicológico nas escolas e pensar nas 33 vítimas de 2019.

Mariana Sousa Lopes

Sou a Mariana, tenho 19 anos, estudo Ciências da Comunicação e ambiciono um dia trabalhar em jornalismo! Neste momento colaboro com a Revista Variações, Jornal Referência e Uniarea. Tenho uma paixão por arte, e acredito que o seu trabalho em uníssono com o jornalismo permite manter uma sociedade motivada, formada e informada. O Miguel Esteves Cardoso e o Miguel Sousa Tavares serão sempre inspirações para mim, e o Repórter Sombra permite-me sonhar que um dia faça um pouco o trabalho destas referência. Num espaço livre e criativo.

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