Um concerto é constituído por todo um ritual e cada um tem o seu, tal como uma filosofia de vida. Desde o momento de compra de um bilhete, até ao pós-concerto. Desde o nascimento à morte.
Existe o público que chega antes da abertura das portas, na ingenuidade do momento, considera que ninguém chegará atrasado. Depois, vêm os atrasados e revoltados, justificando-se por um motivo alheio.
Essencialmente em festivais, os “fura-filas” que consideram ter o direito de incomodar tudo e todos, apagando cigarros e destruindo cervejas, pelo caminho, piorando a experiência de um fã. Daqui a uns anos, são os funcionários que marcam greves sempre para sexta.
Durante o concerto, temos os que efetivamente ouvem e vivem o concerto. Identifico-os como os que se motivam para viver, e celebram cada momento da vida. Do outro lado, câmara ligada para mostrarem que estiveram presentes, são os “superficiais” e banais, consideram que sabem tudo sobre todos, vivendo iludidos atrás de um ecrã.
No fim, os que correm para comprar um CD ou Vinil estigmatizados por “antiquados” e acabam por conhecer os artistas. E noutra mão, a extrema valorização do vocalista, o foco da noite e ignoram que um propósito apenas resulta pela motivação de um grupo.
Cada um adota a sua postura na vida. Seja através da indiferença, a desvalorização de cada momento, ou o foco e dedicação de cada etapa. E a arte é livre, ao ponto de proporcionar a cada um sensações, emoções, e experiências diferentes. Assim como a vida.