1 — A falsa ideia de que os Homens e as Mulheres são Iguais
Sabia que apesar de a Escandinávia ser a área geográfica do mundo mais progressiva no que toca a géneros, há uma disparidade nos salários dos homens e das mulheres? Porque é que os salários ainda são mais baixos em lugares como a Noruega e a Suécia? Não deveria a igualdade resolver essa questão?
Tendo vivido na Noruega vários anos experienciando em primeira mão a realidade nórdica, é claro para mim que estes países têm um maior sentido de justiça e procuram dar iguais oportunidades a cada indivíduo. Se são tão avançados no que toca a igualdade de género, porque é que a Escandinávia ainda apresenta uma disparidade de salários sendo as condições iguais?
As diferenças de género são uma questão mais velha do que o tempo e provavelmente continuarão na agenda dos direitos humanos enquanto vivermos. Achamos que a igualdade dá as respostas que procuramos, mas será que dá? Não estaremos a pôr em perigo a nossa essência ao lutar por igualdade a todo o custo quando a base do modelo já pré-estabelecido é tendenciosa?
No último século assistimos a um aumento enorme das oportunidades. A igualdade de género tornou-se um ponto fundamental na política de qualquer país. Apesar dessa luta parecer positiva do ponto de vista social, se observarmos mais de perto, iremos ver que a igualdade é apenas aparente. Houve uma tentativa de nivelar todas as pessoas num modelo pré-estabelecido que já se baseava numa premissa específica.

2 — As Mulheres Sangram Mensalmente
Acontece que esta premissa não serve cada indivíduo, porque o sistema já existente foi criado por homens (para homens). As sociedades exigem um ciclo de produção diário a cada cidadão, portanto o colectivo assume que cada pessoa tem um ritmo de 24h. Isso não corresponde à verdade. Metade da população tem um ciclo de aproximadamente 28 dias. Os géneros são inerentemente diferentes. As mulheres sangram mensalmente. Portanto, a base de partida é masculina e, como tal, serve o ritmo natural e as necessidades emocionais de um dos géneros.
Traços biológicos foram atirados para o lado como incómodos de forma a servir a contínua exigência de progresso, produção e lucro. Mas, a verdade, é que o homem médio acorda diariamente iniciando um novo ciclo sempre com a mesma capacidade energética, portanto quando esse homem vai dormir ele recarrega a sua bateria. A mulher média, por outro lado, funciona em ciclos mensais, em sincronia com a lua. Portanto, para a mulher, em vez de ir dormir e acordar sempre com a mesma capacidade energética, essa «bateria» de energia varia dependendo da fase do mês em que ela se encontra.
Neste tipo de sociedade (em que todas as pessoas são niveladas de acordo com o ritmo de um homem) o período é um aborrecimento. Lembro-me de uma situação que aconteceu na escola em que a saia branca de uma das professoras apareceu «manchada» de vermelho. Aquele pontinho causou grande comoção entre os estudantes e foi «notícias do dia» em todas as turmas. Mas, mais do que isso, apesar de qualquer adolescente do sexo feminino ter alinhado no «já soubeste do que aconteceu?», cada uma estava secretamente horrificada com a ideia de que isso pudesse acontecer a si própria. Obviamente, o branco foi completamente riscado dos nossos looks juvenis!
A ideia de que a menstruação é 1. um incómodo («Oh não, aquela altura do mês novamente!» ou 2. uma vergonha («Devemos sentir-nos envergonhados pelo facto de que metade da população sangra? Como vamos lidar com isto enquanto cuidamos dos assuntos do dia-a-dia?») apenas perpetua a crença de que sangrar mensalmente é um incoveniente e cria resistência a este processo natural. Quando vemos o período como um problema a resolver, um tabu ou uma característica negativa com que lidar, temos de analisar as causas de base e repensar a forma como estamos a fazer as coisas.
A menstruação deveria ser vista como um sinal de saúde e celebrada como tal. E, commumente, em sociedades que respeitam e enaltecem o lugar de cada ser humano no mundo, é assim que é tratada. Afinal, o facto de a sua mãe ter um ciclo menstrual é uma das razões pelas quais está aqui.
Se respeitarmos o ritmo de cada indivíduo, estaremos a beneficiar da produtividade de cada um e, ao mesmo tempo, mantemos um estado ideal de saúde para todos.

3 — Superioridade Masculina na Espécie Humana
O avanço de uma cultura é visto na forma como os homens tratam as mulheres. É no encontro entre homens e mulheres que a espécie continua e, consequentemente, a forma como cada um dos géneros se trata mutuamente é a base para a evolução.
Cultivar espaço para ser ou estar é de enorme importância. Espaço e tempo para ser ou estar são frequentemente uma questão feminina – embora «ser ou estar» seja inerente a qualquer ser humano – porque ser é uma questão de respeito para com os ciclos (permitir que as coisas aconteçam por si só) em vez de uma questão de fazer (forçar a que as coisas aconteçam). Tempo para ser ou estar é a base da criação, pois a criação vem do ser.
O que aconteceu nas nossas sociedades foi que estabelecemos um modelo onde todos deveriam ser iguais a partir da base já pré-existente.
Acontece que, a base pré-existente é masculina. A sociedade baseia-se no que poderemos chamar de valores «masculinos» onde a competição e o «atingir» são mais importantes do que a cooperação e o «usufruir». Basicamente ter e fazer têm muito mais enfâse do que ser e desfrutar.

Portanto, durante séculos as mulheres foram atiradas para o lado como cidadãs de segunda categoria (isto notório também na forma como usamos o nosso idioma) e o que vimos nas últimos décadas – num esforço de tornar as sociedades ocidentais mais iguais e justas para todos – foi uma masculinização das mulheres, tentando forçá-las a «jogar» o jogo e ter oportunidades iguais no mesmo. A masculinização das mulheres é uma situação de perda para ambas as partes que contribui para o crescente desconforto de todos e continua a propagar guerras entre os seres humanos: mulheres contra mulheres, mulheres contra homens e homens contra mulheres. E, ao contrário do que se possa pensar, quer os homens, quer as mulheres são responsáveis por este cenário. Porque é que as mulheres são igualmente responsáveis por este estado quando elas são as principais «vítimas» desta situação?
Em casa, frequentemente, as mulheres não conseguiam expressar quem eram e verbalizar a sua natureza permitindo-se florescer. Em sociedade, elas eram vistas como uma inexplicável obra de arte (na melhor das hipóteses), um objeto (na pior) ou um artigo decorativo em vez de seres merecedores do mesmo respeito e tratamento que alguém prestaria a um homem. Como mães, a crescente obrigação para com a geração seguinte fez com que as mulheres entrassem no modo automático, repetindo (e muitas vezes reforçando) os mesmos padrões de papéis pré-estabelecidos.
Portanto, as crianças receberam esta informação pelo exemplo e pela herança genética. Era como se as mães fossem obrigadas a escolher entre serem livres para serem elas próprias e respeitarem a sua natureza interior ou terem de sustentar os seus filhos garantindo a sua sobrevivência no modelo pré-existente da realidade – e, como tal, continuando (e cooperando) com o estado das coisas.
Quando somos confrontados com esta realidade temos de nos perguntar: uma pessoa é menos do que a outra apenas com base no seu género? E quem disse que certas tarefas são «menos» do que outras ou têm de ser feitas por um género específico? Gerir uma casa e alimentar um ser humano é menos importante do que ser um CEO? Estar grávida é menos importante do que garantir a produção, assiduidade e prosperidade?
Quem é o CEO que não foi alimentado e (carinhosamente) embalado por alguém? Quando é que vamos criar os nossos filhos com uma consciência diferente?
Séculos e séculos de violência contra as mulheres estão profundamente enraizados no inconsciente coletivo da Humanidade, levando as pessoas a continuarem a perpetuar os mesmos comportamentos, maioritariamente por falta de consciência. O mesmo se aplica ao estado social. Nenhuma mulher enviaria o seu filho para a guerra. A perpetuação de violência é o resultado de uma sociedade extremamente competitiva incapaz de resolver os seus conflitos com diálogo e soluções mutuamente benéficas.
A competição é baseada na mentalidade de escassez onde os seres humanos acreditam que não têm o suficiente, não são o suficiente, têm de tirar algo de alguém para ter e sentem que têm de perseguir algo eternamente para serem felizes (quase como a caricatura do burro que persegue a cenoura). A competição é uma característica masculina na medida em que os homens estão naturalmente mais interessados em jogos onde alguém ganha e alguém perde ou em «bater» algo ou alguém. Isto tornou-se evidente em diferentes estudos comportamentais ao longo das últimas décadas onde se observou que os meninos tendem a preferir certas atividades e jogos onde a competição tem um papel relevante, enquanto as meninas geralmente se preocupam com o bem-estar de cada membro do grupo preferindo brincar em atividades ou jogos onde todos são harmoniosamente incluídos. Quando exponenciamos isto para a vida real e os assuntos dos «adultos», temos um mundo criado e regido por homens onde quem quer entrar no jogo tem de jogar de acordo com as regras.
Num mundo criado por e para homens como é que as mulheres podem encontrar o seu lugar?

4 — Paz Podre
Esta frustração crescente levou ao desespero fazendo com que as mulheres se rebelassem contra o sistema existente e acreditassem erradamente que «igualdade» era a resposta que procuravam, lutando por ela a todo o custo.
Com o crescimento da «igualdade» as mulheres tinham de competir fora de casa pelo seu lugar na arena profissional, enquanto simultaneamente acumulavam outras responsabilidades (tais como gerir a casa). Era-lhes exigido por pressão social, filmes, publicidade e pelos seus próprios pares a serem incríveis em tudo: profissionais de topo, bombas sexuais, mães, esposas e sempre com um ar fabuloso. Basicamente, estavam todos à espera da supermulher! E, graças à sua natureza cíclica, a mulher é bastante adaptável e resiliente, pelo que, por algum tempo consegue estar à altura de todas estas exigências (tudo enquando sangra). (Sinceramente, as mulheres são superheróis da vida real e nem o sabem!)
Mas, ao fim de algum tempo, a conta na saúde mental e física da mulher tem de ser paga e torna-se evidente que este sistema fere os seus jogadores, especialmente aqueles cujo estado natural é profundamente diferente dos valores societais em jogo.
A falsa ideia de que os homens e as mulheres são iguais apenas masculiniza ainda mais as mulheres gerando paz podre.
A razão pela qual os salários na Escandinávia são diferentes é porque, visto que estas sociedades possuem uma mentalidade progressiva no sentido de tentarem oferecer oportunidades iguais a cada cidadão, o resultado é mais liberdade e abundância. Mais abundância significa que se pode garantir um bom nível de vida sem ferir a saúde e mais liberdade significa que a pessoa pode escolher como usa o seu tempo e como gere a sua abundância.
Na prática tal significa que apesar de os salários serem nivelados igualmente e as mulheres terem as mesmas oportunidades que os homens em qualquer área profissional, é comum ver mulheres a escolherem trabalhar menos horas por semana para terem mais tempo livre para se dedicarem a outras coisas, nomeadamente família e/ou (o que é frequentemente chamado de) hobbies (de acordo com os valores societais estabelecidos).
Portanto, quando se olha para as estatísticas, parece que o valor do salário é mais baixo para as mulheres, mas apenas por escolha e porque o valor restante é suficiente para manter uma vida sustentável e, mais importante do que tudo, ser independente (ter a liberdade de escolher). Não é surpreendente então que não se vejam tantas mulheres em papéis de liderança ou aquilo que é frequentemente (e erradamente) referido como papéis profissionais relevantes de topo.
A masculinização das mulheres também foi prejudicial para os homens contribuindo para a sua perda de identidade, pois se uma (super)mulher consegue fazer tudo fora de casa e dentro dela, o homem sente-se posto de lado e questiona-se qual o seu papel (para além de contribuir para a perpetuação da espécie). Isto leva a frustração e ira e pode gerar depressão contribuindo para violência e um sentido de insignificância sobre si próprio em particular ou o mundo em geral. Numa sociedade masculina onde as mulheres são iguais aos homens o que pode o homem oferecer? O que sobra para ele fazer ou ser? Como pode um homem ser um homem numa sociedade em que as mulheres são forçadas a ser (mais como) homens?

Há um momento em que a consciência se eleva e as pessoas compreendem que a premissa de base é o que mantém a população presa num loop impedindo a espécie de evoluir. Portanto, é justo dizer que a igualdade não é a resposta. Temos de pensar fora da caixa para nos alinharmos com as soluções que respeitam a diversidade e enaltecem as melhores características de cada pessoa. É necessário feminilizar as sociedades para que haja um equilíbrio harmonioso entre o masculino e o feminino. E chega o momento de nos perguntarmos: como queremos educar a nossa filha? E o nosso filho?
5 — O Paradigma da Educação
Neste tema (tal como na maioria das questões sociais) parece haver um conflito geracional onde, em geral, as pessoas mais velhas querem continuar a manter os valores estabelecidos, não porque seja melhor ou até porque o prefiram ou concordem, mas porque é o que conhecem e estão habituadas a fazer e, como tal, é mais confortável continuar a jogar o jogo desta forma em vez de o modificar para melhor.
Acontece que no que toca ao poder e aos recursos mundiais, eles são maioritariamente controlados pelos que desejam manter as coisas como estão. Resistir à mudança é normal, pois a mudança representa o desconhecido, gerando medo. O medo, por sua vez, liberta o instinto de sobrevivêcia e, consequentemente, a necessidade de controlo. Tendemos a ter medo daquilo que não conhecemos ou não compreendemos. Talvez essa seja a razão pela qual as mulheres foram tão pisadas, pois numa sociedade criada por e para homens, os homens têm de marginalizar, silenciar e controlar aquilo que não compreendem.
O boom tecnológico poderá fomentar o (rápido) ponto de viragem deste cenário, pois vemos muito mais pessoas jovens a terem acesso a recursos e, consequentemente, a terem a possibilidade de contribuirem para a mudança de mentalidades.
Para mudar uma mentalidade, é necessário repetir continuamente um novo padrão através de ação e de observação. E o ponto crucial para mudar a mentalidade de uma sociedade é a educação.
Tanto os meninos como as meninas têm sido e são vítimas da falta de respeito pela diversidade. Os meninos são vítimas de serem desconectados com o seu sentir e a sua consciência emocional. As meninas são vítimas de um foco intenso na forma física como se fossem apenas seres decorativos. São ensinadas a estarem bonitas e caladas.
Frases como «os meninos não choram» destroem a conexão dos meninos com o seu interior, roubando-os deste poder orientador. Também instiga a ideia de que as emoções são erradas e as pessoas são fracas por chorarem (e como as mulheres podem ter tendência a chorar mais do que os homens devido à sua natureza cíclica, são vistas como fracas). Frases como «ages como uma menina» diminuem e ridicularizam a natureza feminina enraizando a ideia de que «o feminino» não é bom e gerando falta de confiança e amor-próprio nas meninas.
Tanto os meninos como as meninas são vítimas da competição contínua que gera a ideia de não serem suficientes. Quantos de nós fizemos curso atrás de curso sempre sentindo que não sabíamos o suficiente? Como os meninos lidam melhor com a competição, sentem-se mais confortáveis no mundo como ele é (geralmente sentem-se mais suficientes e merecedores do que as meninas). Mas, também eles são vítimas. Nenhum homem emocionalmente consciente enviaria o seu filho para a guerra.

A questão de vivermos num mundo altamente competitivo é particularmente mais sensível para as mulheres devido à sua susceptibilidade natural aos estímulos exteriores que recebe e a sua consequente vontade de estabelecer harmonia nas relações sociais. Ora, numa cultura em que a sua natureza é subjugada, a mulher perde o seu próprio sentido de inteligência, sentindo-se cada vez mais perdida. Basicamente, todos temos vindo a ser vítimas do sistema vigente. Portanto, quanto tempo mais vamos continuar a alimentá-lo?
É violência emocional desconectar qualquer ser humano das suas emoções. Isto leva a emoções reprimidas e suprimidas que se escondem no corpo resultando em frustração, doença e auto-destruição. Ensinar as crianças a expressar a energia das suas emoções duma forma saudável significa que nós somos capazes de o fazer.
Frequentemente, nós – quer como indivíduos, quer como sociedade – não compreendemos os exemplos que estamos a dar diariamente com as nossas palavras e ações.
Uma das principais razões para o assédio sexual continuar é a falta de consciência emocional perpetuada pelas sociedade. Uma pessoa emocionalmente consciente compreende as suas necessidades, portanto é alguém capaz de respeitar o espaço individual dos outros. Este desequilíbrio começa na relação entre pais e filhos, onde as crianças são frequentemente usadas para colmatar as necessidades de pais emocionalmente inconscientes. Estes pais (que nunca cresceram verdadeiramente em termos emocionais) não conseguem sarar as suas feridas, portanto estão constantemente à espera que o mundo externo os «salve» das suas mágoas e projetam-nas nos seus filhos. O mesmo acontece entre casais e a inconsciência emocional é, essencialmente, a base da perpetuação de descriminação e violência (entre géneros, raças e por aí fora). E o ciclo continua de geração para geração.

A chave para mudar a nossa mentalidade está na consciência emocional e a educação tem um papel fundamental neste passo evolucionário. É necessário repensar o sistema educacional para formar seres humanos que estão conectados com as suas emoções e a sua consciência interna. Liderar pelo exemplo é imperativo.
A gestão emocional cria espaço para sociedades cooperativas em vez de competitivas. Estar conectado com as nossas emoções é não só um ato de coragem, como também um ato de sabedoria. Honrar as nossas necessidades emocionais é imperativo para manter o equilíbrio e nutrir a saúde. E a consciência emocional é crucial para entender o quanto podemos enriquecer por causa das nossas diferenças (não apesar delas).
6 — Respeitar a Diversidade significa Prosperar em Conjunto
Precisamos de nos reeducar para escolher consistentemente novos caminhos que nos levam a resultados diferentes. Precisamos de uma educação integrativa para as nossas crianças e para nós próprios. Adoptar um discurso positivo e tomar o caminho do amor começa interiormente. Só o podemos reflectir no exterior se realmente o pusermos em prática connosco próprios. É importante promovermos afeto e atividades que criem espaço para expressar e usufruir, atividades que façam o coração cantar em vez de tarefas que nos fazem focar em atingir a qualquer custo como se a vida fosse uma checklist contínua.
É necessário repensar a produtividade e reestruturar a conexão entre tempo e dinheiro em sociedades que estabelecem diferentes modelos de ter, fazer e ser. Se não entendermos aqui e agora que o propósito é estar vivo e desfrutar de estar, não vamos «chegar» a lado nenhum, porque não há onde «estar» com este estado mental ausente (e se houvesse, da mesma forma que não estamos verdadeiramente aqui agora, também não estaríamos presentes quando esse grande momento chegasse). É fundamental criarmos um espaço seguro para simplesmente ser.
Investir em hábitos mentais saudáveis permite-nos transformar os desafios em oportunidades, compreendendo quão enriquecidos somos pela diversidade, sendo suficientemente humildes para aprender com as nossas diferenças e, consequentemente, evoluir como espécie. Cada ser humano é uma parte do todo e qualquer pessoa pode desempenhar qualquer papel desde que haja respeito pela sua natureza interna e o seu equilíbrio natural.
A consciência emocional leva-nos ao respeito pela diversidade em vez de forçar a igualdade a qualquer custo. Liderar pelo exemplo significa que cada um de nós está emocionalmente consciente e é capaz de abraçar a sua própria essência. Significa que assumimos a diferença e a valorizamos, tornando-a uma razão para celebrar, pois compreendemos que o todo é melhor porque cada ser é diferente!
É, portanto, tempo de criar um modelo de sociedade que ativamente respeite o ciclo de cada género onde todos podem verdadeiramente prosperar. Em vez de canalizarmos a energia da necessidade de competir para a guerra, podemos «competir» connosco próprios e progredir na nossa consciência. Não precisamos de ultrapassar ninguém no mundo. Podemos canalizar essa energia para atividades e competições saudáveis onde o foco está em prosperar em conjunto em vez de bater alguém para prosperar.
É tempo de celebrar que os homens e as mulheres são diferentes. É nessa diversidade que está a nossa maior riqueza! A diversidade enriquece as nossas sociedades permitindo que a nossa espécie evolua. Pois de que outra forma estaríamos aqui se não fosse pela existência de homens e mulheres?
Muito haveria por dizer…
Mas tudo foi dito…
Mas tornar este princípio algo moralmente normal, é neste momento uma tarefa complexa, por todos os factos já vincados, mas podemos sempre crer que é possível e extremamente necessário mudar a atitude de quem mais sofre com a sua própria batalha