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Ho’oponopono

Estamos numa era em que, apesar de conectados ao mundo, estamos a ficar desconetados aos principais valores morais que nos unem como humanidade. Estamos a perder as frequências que nos ligam ao outro na sua essência, estamos a afastarmo-nos uns dos outros e a desperdiçar as nossas melhores energias com atitudes de desinteresse, de desamor, de ódio e ingratidão.

Recentemente descobri uma prática secular havaiana de cura interior. Uma espécie de oração pequeníssima e do mais completo que possa existir: o Ho’oponopono.

Consiste em 4 frases que eram utilizadas numa espécie de ritual com o intuito de curar espiritualmente os doentes, antes destes falecerem.

Há quem acredite que através destas pequenas orações podemos de algum modo enviar uma espécie de energias positivas e fazer acontecer algo que desejamos, quer em relação a nós próprios, quer a uma qualquer outra pessoa.

O facto é que, quer acreditemos quer não, existe algo que muda dentro de nós ao propormo-nos a este tipo de prática.

E o que muda realmente é a nossa interligação a um universo inteiro que desconhecemos conscientemente:

“Sinto muito.”

“Por favor, perdoa-me.”

“Eu amo-te.”

“Sou grata.”

Estas quatro frases são, de facto, mágicas, quando ditas com todo o sentimento que, em si, elas sugerem:

O reconhecer da nossa imperfeição, dos nossos erros, lamentar e assumir culpas sobre o que acontece. A capacidade de nos arrependermos e de perdoarmo-nos a nós e ao outro pelos erros cometidos. A capacidade de amarmo-nos a nós mesmos e amarmos os outros incondicionalmente. E, finalmente, sentirmos a gratidão na sua plenitude e, sem quês, nem porquês, conseguirmos agradecer por tudo o que passa pela nossa vida, de bom e de mau, como uma manifestação de algo maior e mais poderoso do que a nossa própria vontade.

Devo confessar-me agnóstica e cética em relação a todo o tipo de crendices, no entanto, algo me fascinou na simplicidade e poder transmitido por uma descontraída meditação sobre estas quatro expressões. São, apenas e somente, a receita mais simples para nos conectarmos aos outros de uma forma empática, permitindo a nossa limpeza espiritual, afastando todos os pensamentos menos felizes e acalmando qualquer inquietação que nos assole.

Obviamente, que é necessário ter uma prática frequente e sincera, para que possamos sentir os seus efeitos.

Mantra mágico que nos ajuda a focar naquilo que são os princípios e valores que parecem andar perdidos desta sociedade cada vez mais oca, fútil e desprovida de humanidade.

Ana Marta

Uma alma estranhamente comum que divaga pelos assuntos do quotidiano, aliando gosto pela escrita à mania de "dizer coisas".

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