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Amizades

As relações humanas são algo muito complexo. As pessoas entram na nossa vida de várias formas, permanecem ou não, mas creio que têm sempre uma função: a de nos marcar, a de nos ensinar e nos fazer avançar. Quer seja no bom ou no mau sentido.

Lembro-me de muitas pessoas que passaram rapidamente pela minha vida e que deixaram uma marca profunda, ensinamentos e sentimentos que irei levar comigo para o caixão. Algumas nem sequer têm essa noção, mas isso também não interessa nada.

O importante é que fazem parte da minha história, da minha memória e, portanto, são um bocadinho de mim.

Não sei se é assim com toda a gente, mas eu não tenho dificuldade em deixar as pessoas saírem da minha vida e, embora não descarte ninguém só porque não me dá serventia, é isso que sinto em relação a muitas pessoas. Se deixo de lhes ser útil, descartam-me, esquecem-se da minha existência.

Será maldade ou apenas a natureza humana? Acho que faz parte.

Não me incomodo com isso.

Nem com a ingratidão.

A ingratidão, muitas vezes, não é mais do que uma pequena distração, criada por uma sociedade que não acredita, nem tem valores. E as pessoas nem se apercebem o quão ingratas se tornam.

Deixo correr e acho que essas pessoas se autoeliminam da minha vida, porque não merecem lá estar.

Eu não obrigo ninguém a gostar de mim e não suporto que me bajulem.

Na minha vida quero pessoas bem resolvidas, que me somem, me preencham, que, na hora de aperto, não vacilem e que, na hora de vitória, fiquem genuinamente felizes a meu lado.

Se queres conhecer os teus verdadeiros amigos, apresenta-lhes os teus sucessos e vê como reagem!

Nas desgraças, é muito fácil ter muitos apoiantes a passar-te a mão pelo cabelo, alguns condoídos, outros nem tanto. As pessoas adoram a desgraça alheia e pelam-se por carpir e amparar “os coitadinhos”.

Agora perante as tuas vitórias e sucessos apenas os teus amigos vão rejubilar de alegria e até emocionar-se. São eles que estarão ao teu lado a festejar e jamais te dirão que as tuas vitórias foram fruto da sorte ou jamais te farão sentir mal pelas tuas conquistas.

Não acredito nas amizades eternas, mas nas amizades puras, naquelas desprovidas de interesses ou quaisquer condições.

Sou uma idealista, uma sonhadora!

Ana Marta

Ana Marta, nascida em Sintra a 22 de Abril de 1971 e mãe de 3 filhos, desde cedo revelou o seu interesse pela escrita e pela Literatura, começando por escrever pequenos poemas durante a adolescência, época em que estudava Literatura Portuguesa. Ávida leitora desde que aprendeu a ler, sempre consumiu livros dos mais variados géneros literários e escrevia, em diários, textos sobre o que o seu coração sentia. Algumas décadas mais tarde, viria a publicar num blogue intitulado "Inexplicavelmente", textos da sua autoria e que, mais tarde, atraíram milhares de seguidores na sua página de Facebook, atualmente "ANA MARTA". Em 2020, lança o seu primeiro livro "Inexplicavelmente".

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