A união faz a força!

Faz a força e a diferença.

Um casal não é 50/50. É 100%. Ou com a soma de dois, certamente, 200%. Seja lá com quem for, para se manter uma relação sadia, há que estar por completo. Não é dividir, é juntar. É soma sem precisar parcelar.

Há de ceder, dar, se doar, mas sem se anular.

Em um dia de conversa informal, esse tema me surgiu. Na verdade, sempre surge, já que o ser humano tem como costume, quase nato, de julgar, comparar, observar e comentar. O risco vem quando só olhamos para a do lado e deixamos de analisar a nossa própria vida. Podemos tanto ignorar o nosso “tipo” de relacionamento ou finalmente enxergar que algo na nossa – relação – não é mesmo como deveria de ser.

O egocentrismo anda, arrisco em dizer, mais em evidência no mundo atual. Falta, de forma geral, não só em namoros ou casamentos, o comprometimento. A responsabilidade para com o outro. A importância de encarar e esperar o processo. Degrau por degrau. Crescimento. A imaturidade – emocional inclusive – de muito adulto é de se espantar e nos faz, por vezes pensar que é um grande empecilho de desenvolvimento. O adulto que prefere encarar a vida como uma eterna infância, sem pensar nas consequências e a espera de perdão, colo e um afago no cabelo após uma birra sem noção.

E não é diferente nas relações amorosas – ele também está evidente. Não generalizando obviamente, mas hoje muitos preferem não investir e acreditar que uma vida pode sim ser partilhada com outro alguém, por quem nutrimos um sentimento genuíno. Não digo conto de fadas e muito menos em relação perfeita. Afinal, as histórias ficam nos livros ou filmes e perfeição, não existe.

Mas…

Acreditar na partilha da vida com um outro alguém e ambos terem esse mesmo propósito, já garante um maior sucesso na caminhada. Afinal, a sintonia já se prova quando temos o desejo de priorizar dividir a vida com outra pessoa. O querer e fazer isso acontecer, é um primeiro passo e certeiro para que resulte.

Não é se anular, nem mudar totalmente para agradar. É andar na mesma direção, tendo o respeito como base da pirâmide. E complementá-la com admiração, parceria, união, carinho, proteção e tesão – não necessariamente nessa ordem, mas todos obrigatoriamente ativos.

Costumo dizer que nada no ser humano mais me espanta. Muito menos acho que existo para analisar relacionamentos alheios. Mas traz confusão perceber que alguns vivem relações para postagens românticas de ‘internet’ enquanto a vida real é o oposto. Ou aqueles que “empurram” o namoro ou casamento, sem qualquer perspectiva aparente, só deixando levar. Ou aqueles que ao olharmos até pensamos que é mesmo casal bonito, típico casal de comercial de margarina e de forma surpreendente descobre que de beleza, ali, nada havia. Era o viver lindamente na frente e nos bastidores, imperando desrespeito, desunião, sem qualquer paixão. Deixam se dominar pela cobiça, pela traição, pela ânsia de querer novidade, aventuras sem controle e esquecem que para algo dar mesmo certo é preciso acima de tudo investir: tempo, palavra e ação.

A pessoa narcisista coloca suas necessidades e desejos acima de qualquer outra pessoa, seja cônjuge, seja filhos. Se prioriza ao ponto de anular a outra, minando uma relação saudável.

Por mais que o outro lado tente prevalecer a ideia de que é junto que se cresce, amadurece, aprende e reconhece que para amar não é preciso de invalidar. É somar, é juntar, é torcer, é agregar. É querer ver o outro crescer e ser a escada nessa subida, sempre que necessário. Retribuir o sentimento e entender que as fases existem para serem ultrapassadas. É persistir, acreditar e não desistir.

Para isso acontecer é preciso sim, de amor.

Altas doses de sincronicidade. De persistência e acolhimento. De inteligência emocional e de afeto bem compo de respeito. Mas também de segurança – física e emocional.

Essa convergência de vontades facilita a construção de um relacionamento forte e contínuo. Se ambos estão na mesma página e trabalham em conjunto para alcançar objetivos comuns, a escrita desse livro é dada como certa.

Já agora, a volta de histórias ou romances, se for para plagiar algum conto de fadas, que seja a famosa frase no fim: “E foram felizes para sempre”e que assim seja.

Nota: Esse texto foi escrito seguindo as normas de português do Brasil

Share this article
Shareable URL
Prev Post

Entre a Dúvida e o Mistério: O Agnosticismo como Caminho

Next Post

A Economia da Atenção: Quando Todos Gritam, Quem Escuta?

Comments 1
  1. Que bonito ver como você coloca a importância do coletivo, da amizade e da partilha sincera. Realmente, quando deixamos o individualismo de lado e nos abrimos para o outro, descobrimos forças que sozinhos não teríamos. Seu texto é um sopro de esperança. Beijo!

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Read next

Adoçar a vida

Escolher o lado positivo do caminho da vida, por vezes, é um percurso trabalhoso. Pois implica foco para…

A Dor e os Seus Limites

Nos últimos tempos, tenho-me perguntado qual será o verdadeiro limite do sofrimento humano. Será que há uma…