Giz, ardósia e apagador!

Alguma vez, no meu perfeito juízo, aliás, fora dele, me imaginei a arremessar algum objeto na direção da minha professora da escola primária?

Está bem que o ensino escolar não é só o primeiro ciclo, mas, ainda assim, agredir ou injuriar docentes é caminho para alguém educado, respeitador e integrado na sociedade?

Em pleno seculo XXI, os professores passaram de bestiais a bestas e, opinião minha, claro, fruto de uns educadores muito responsáveis.

Os professores que fazem parte do meu percurso escolar ministraram conhecimento e sabedoria, onde eu em troca garantia educação e respeito. Senão, tinha o gato nas filhoses, ou o burro nas couves, como preferirem e o PAN permitir.

Agora, se o aluno chega a casa e diz que o professor retirou o telemóvel, deu um raspanete no menino ou mandou um recado na caderneta, ui, ai Jesus, é ativado o plano nacional de emergência e vamos exigir explicações ao fulano e quiçá, se ainda me faz chegar a mostarda ao nariz, leva uma carga de porrada.

Se me permitem, vou só ali dar uma galheta à educadora de infância do meu puto, que, afinal de contas, ela tem de ver quem manda nisto tudo sou eu.

Como dizia Benedetto Croce, “a violência não é força, mas fraqueza, nem nunca poderá ser criadora de coisa alguma, apenas destruidora.”

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