Bem-EstarLifestyle

Ter mais olhos que barriga!

Ser adulto é uma treta!

As responsabilidades amontoam-se e a vida do dia-a-dia nem sempre é fácil de gerir por esse motivo, as responsabilidades retiram-nos leveza e pesam-nos na gestão da vida. Nem sempre se conseguem contornar e quando isso acontece, parece que surge uma nova obrigação ao virar da esquina.

No entanto, a vida é para ser vivida e não podemos deixar que estas contrariedades nos limitem, obviamente que nos causam algumas limitações com prazos, dinheiros e compromissos mas são uma parte da vida e não o seu todo! É importante não esquecer isso.

A sociedade organiza-se nesta cadência em prol das responsabilidades e quase nunca no bem-estar das suas pessoas, se virmos bem o Estado é o primeiro a exigir estas responsabilidades com a cobrança permanente de impostos.

O primeiro desafio é percebermos se o que necessitamos é o que queremos e se o queremos é o que necessitamos. Nem sempre os dois estão alinhados, dai a dificuldade em conjugarmos os desejos com necessidades e as necessidades com os desejos.

Existem vários fatores e ter em atenção para conseguirmos viver em paz com as responsabilidades que assumimos. O primeiro passo é aceitarmos o desafio e sabermos se conseguimos cumpri-lo, isso pressupõe umas vezes, termos de abdicar do que gostaríamos de fazer para conseguirmos cumprir responsabilidades. Contudo, isso não deverá ser a norma mas a exceção!

Não faz sentido vivermos apenas para pagar contas ou para cumprir exclusivamente todas as responsabilidades que assumimos. Temos de ser generosos connosco e perceber até onde é aceitável irmos. Viver a vida é o prioritário, tudo o resto ajusta-se. E ajusta-se sempre.

Devemos fazer, regularmente, uma análise profunda sobre o que queremos e o que necessitamos para percebermos para que lado pende o “valor”. Se é apenas um capricho ou se nos vai beneficiar e trazer algo de novo na realidade. Podemos querer muito qualquer coisa que não nos vai fazer nem falta nem bem e podemos necessitar de alguma coisa que achamos que não queremos, mas é mesmo o que estamos a precisar naquele momento.

“Não podemos ter mais olhos que barriga!” Já nos diziam os nossos avós e como são sábias estas palavras que implicam lucidez e bom senso mesmo quando a vontade é muita e nos faz salivar. Somos adultos e temos de saber usar essa condição com a responsabilidade que ela acarreta, vai ser assim em todas as fases da nossa vida. Por isso, mais vale assumir a bem que é assim e aproveitar a viagem.

Photo by Oliver Cole on Unsplash
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Sofia Cortez

Sofia Cortez (1978, Lisboa) marketeer por acaso, escritora em desenvolvimento e artista por vocação. Não existe uma linha condutora para a criatividade, só a vontade de criar. Entre os seus trabalhos estão uma Exposição de Croquis de Moda realizada 97 no Espaço Ágora, curso de desenho na Sociedade de Belas Artes em Lisboa, a participação em feiras de artesanato com o projeto: Nomes em Papel para crianças, um livro editado em 2018 “Devemos voltar onde já fomos felizes”, várias participações em coletâneas de autores em poesia e conto, blogger no blog omeuserendipity.blogspot.pt, cronista, observadora, curiosa com o mundo e aprendiz de todos os temas que permitam o desenvolvimento humano.

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