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Televisão

A Boneca Russa

E se repetíssemos o mesmo dia vezes sem conta?

Todos nós temos dias bons e como reverso, dias maus. Uma segunda oportunidade poderia surgir nas nossas acções se por ventura conseguíssemos viver o mesmo dia várias vezes e mudar onde erramos. No entanto, será essa uma fácil solução aos nossos problemas?

Nadia, uma mulher adulta russa muito experiente, é surpreendida no seu dia de aniversário por uma mega festa, contudo a sua vida quando mesmo nesse dia é atropelada e morre imediatamente no local. Só que tudo está diferente (ou melhor igual), quando abre os olhos e está novamente na sua festa de aniversário e tudo está a acontecer exactamente da mesma maneira. Confusos?

Nesta comédia com uma produção da Netflix temos um plot interessante. O mesmo reflecte sobre o facto de vivermos diariamente o mesmo dia sem alteração. Durante oito episódios e com apenas uma temporada, “Russian Doll” é uma série divertida, carismática e muito original. No protagonismo temos a atriz Natasha Lyonne que se torna na cara da série. Feita mesmo à sua medida, este papel principal foi criado para a atriz. Depois de experiências em American Pie e Orange is the New Black, Natasha interpreta uma ruiva aos caracóis com gosto por substâncias ilícitas e que que vive sobre a frase de carpe diem. À medida que a série avança percebemos que esta personagem, é mais complexa do que aparenta e os seus traumas do passado, que de alguma forma ainda interferem no futuro.

Nadia terá de perceber o que se passa com a sua vida.

A música “Gotta get up” interpretada por Harry Nilsson ecoa ainda na minha cabeça após várias vezes que ouvimos esta canção na série. Sempre que Nadia acorda de mais uma morte do qual é sugada para reviver novamente o mesmo dia. Somos transportados, tal como ela para a sua festa de aniversário e dessa maneira a música continua. “Gotta get up” não podia ser mais adequada a esta situação estranha. Por vezes deixamos a nossa vida absorver todos os nossos momentos que nos esquecemos de cuidar um pouco de nós e até dos outros. O dia-a-dia é uma forte correria que por vezes foge do nosso controlo e apenas precisamos de parar e pensar um pouco.

A premissa de “Russian Doll” não é nova e já a conhecíamos em exemplos como Happy Death Day (2017), Naked (2017), Before I Go (2017), Edge of Tomorrow (2014), Source Code (2011). Contudo, o que inspira mais confiança é o carisma da protagonista, Natasha, que consegue cativar a que cada episódio seja uma nova aventura. A série demorou a começar e só conseguimos o interesse a partir do quarto episódio, quando algumas perguntas começam a ter resposta e estamos cada vez mais próximos da conclusão. Outras personagens deviam ter sido aproveitadas, e por tal aconteceu várias falhas e confusões entre os relacionamentos de cada um.

Russian Doll” é uma série muito curta e rápida que apresenta uma comédia coerente e nos faz com vontade de conhecer mais. A segunda temporada já foi confirmada pela Netflix, só espero que não estraguem o que está bem.

Célia Paula

Licenciada em Ciências da Comunicação, adoro escrever e ler. Sou lontra de sofá, amante de filmes e séries de televisão, vejo tudo o que que posso. Aprendiz de geek, vivo num mundo de fantasia. Adoro a vida, e ainda há tanto para descobrir.

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