Sempre achei curiosa a forma como algumas pessoas acentuam a pergunta, quando dizemos que estivemos em Viena: Em Viena de Áustria?
Sim… essa mesma! Ressalvando que Viena não é Viana (apesar de ser linda) não é uma típica capital europeia como Viena, como pude constatar.
E foi isso precisamente que senti quando cheguei a Viena, um postal de uma típica cidade europeia. Quem vê uma vê todas, pelo menos para mim. Apesar disso, tinha alguma expectativa pela história da cidade, a cultura, a arte, a música, enfim todo, o ambiente e nesse ponto cumpriu bem o que esperava dela. Não é incrivelmente bonita nem feia, é uma cidade europeia com as mesmas linhas arquitetónicas das cidades do norte da Europa, é uma cidade cheia de museus e palácios tudo em grande! É extremamente limpa e muito a direito o que permite andar quilómetros a pé e assim ficar com uma visão muito completa da cidade. Para mim não existe outra forma melhor de conhecer uma cidade do que andar a pé.
Por isso, palmilhamos a cidade de ponta a ponta e de facto tem estátuas, jardins e palácios um pouco por toda a parte. Achei que o Danúbio passava a meio, porque tenho esta ideia que as cidades que têm rios são atravessadas pelo mesmo, mas não… tivemos de ir de propósito ver o rio correr, largo e com bastante corrente para podermos dizer que estivemos em Viena e vimos o Danúbio, que seria quase como ir a Roma e não ver o Papa! Outro ponto importante é a Ópera de Viena, mundialmente conhecida mas que no período do Verão vende bilhetes para espetáculo de turistas. Eu achei que ia assistir a um concerto a sério e acabamos numa galeria praticamente sem visibilidade para o palco a ver uma espécie de palhaçada ao estilo do André Riou. Apesar da desilusão, valeu pena pela companhia, as risadas que demos e o bilhete ter me sido oferecido pelo António.
A casa do Mozart é outro ponto fraco, já que o Mozart foi uma espécie de nómada na cidade, viveu em mais de dez sítios diferentes e por isso, a casa que aparece sinalizada é uma das primeiras onde viveu em Viena e que foi aproveitada como museu mas sem grande interesse na prática (do meu ponto de vista). Já os museus de arte, valem todos muito a pena mesmo sendo um pouco caros, como praticamente tudo nesta cidade! Os jardins são lindos e espalhados uma pouco por toda a parte. O Belvedere (na foto de capa) vale a pena pelo palácio e pela exposição do Klimt que está patente e outras obras de renome. O Palácio Hofburg, é o palácio imperial de Viena e um dos maiores do mundo, situa-se no centro da cidade e faz uma visita guiada à história da imperatriz Sissi. Outro ponto de visita obrigatória é o Palácio de Schönbrunn, um pouco mais afastado do centro, é conhecido como palácio da Sissi ou palácio de verão, vale a visita pelo enquadramento e contextualização histórica do império.
O ponto alto da viagem foi a descoberta do Platter, o parque de diversões da cidade. Uma feira popular como tínhamos em Lisboa e da qual temos saudades. A ponto que repetirmos a visita e onde andei pela primeira vez numa roda gigante, para nunca mais.
A sensação com que fiquei depois de visitar Viena, é que é uma cidade que ficaria melhor se o tempo tivesse sido repartido com outra cidade. Queria muito conhecer Viena, mas não me parece que vá lá voltar, só se for de passagem para algum lado, não me marcou o suficiente nem acho que valha a pena repetir. Da viagem fica a boa experiência no alojamento: central, limpo e muito bonito. O bom tempo de verão que permitiu aproveitar bem os dias, apesar de termos apanhado alguma chuva e a companhia, foi um grupo de amigos viajantes muito bom!