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Cinema

Seven

Há 25 anos, o realizador David Fincher presenteou-nos com um dos thrillers mais marcantes da história do cinema. Um filme intenso, nervoso e inesperado. Seven, conta-nos a história de dois detectives, brilhantemente interpretados por Morgan Freeman e Brad Pitt, que se veem a braços com uma série de mortes inspiradas nos 7 pecados mortais.

A acção desenrola-se de forma desconfortável e chove torrencialmente durante todo o filme. William Summerset (Morgan Freeman) é um polícia a uma semana da reforma que se vê obrigado a partilhar os seus últimos dias de trabalho com o novato David Mills (Brad Pitt) na resolução de um homicídio que à partida parece um caso isolado. Summerset, de personalidade tranquila e utópica, rapidamente chega à conclusão que se encontram perante um assassino em série cujos homicídios são inspirados em livros como “A Divina Comédia” de Dante. Ao terem de trabalhar juntos na resolução destes crimes, Summerset e Mills complementam-se, chocam de frente, colocam-se em causa mas dão lugar a uma peculiar amizade.

Uma das cenas mais intensas do filme desenrola-se num bar onde podemos absorver um diálogo absolutamente brilhante entre um polícia quase reformado e ainda crente na humanidade e um polícia jovem, altamente descrente e céptico. Nesta cena, Morgan Freeman dá-nos a certeza que é um dos melhores actores vivos e Brad Pitt começa a descolar-se da imagem do actor que é só uma cara bonita. Denzel Washington, que rejeitou o papel dado por David Fincher a Brad Pitt, diz que este foi dos maiores erros da sua carreira pois a personagem de David Mills entrou directamente para os lugares cimeiros no que diz respeito ao cinema do género.

Ao longo de 2 horas, somos levados a viajar por um mundo de crimes macabros, de personagens intensas e de diálogos absorventes. Vibramos com amizade entre as duas personagens principais, torcemos para que seja encontrado o culpado e testemunhamos ternamente o amor solitário entre o detective Mills e a sua mulher. Ao longo de 2 horas, somos conduzidos até a um desfecho apoteótico e sempre surpreendente. Completam-se os 7 pecados mortais, descobrimos o que está dentro da caixa e deixa de chover.

Passados 25 anos, são poucas as pessoas que ainda não viram este filme que já quase se tornou um clássico. E passados 25 anos, continuamos a responder, quando nos perguntam se já vimos os 7 pecados mortais: Claro que sim, que filme do caraças!

Rita Ramos

Escrevermos sobre nós próprios, no sentido de nos darmos a conhecer a quem nos lê, acaba sempre por ser ingrato. Somos um nome? Uma idade? Uma formação académica? Eu quero acreditar que somos tudo o que vivemos, que somos tudo o que nos rodeia e que absorvemos, que somos quem amamos, que somos os livros que lemos e as viagens que fazemos. Somos um conjunto de tudo e de nada. Quanto a mim, sou a Rita, tenho 37 anos, sou licenciada em Relações Internacionais, sou casada, sou filha e mãe, e as palavras têm sido a minha maior companhia ao longo da vida.

One Comment

  1. Está no meu top filmes! Adoro-o! E nunca reparei no pormenor da chuva… excelente argumento para voltar, mais uma vez, a repetir este filme no serão deste fim-de-semana. Parabéns Rita, excelente referência.

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