Desporto

O Bicampeão voltou

O Sport Lisboa e Benfica não conseguia este feito há 31 anos. Naquela temporada o treinador era o Sueco Sven-Goran Erickson. Este ano, o mago do título foi o português Jorge Jesus. Este foi o trigésimo quarto campeonato ganho pela equipa da luz, só que o jogo não ocorreu no “ninho das águias”. O jogo do título, deste ano, ocorreu na “cidade berço”. Nove meses depois, o Benfica foi declarado campeão nacional, beneficiando do empate, a uma bola, do Porto com o Belenenses.

Só que os festejos foram abalados por variados actos de violência.

O primeiro começou ainda no interior do estádio do Vitória de Guimarães onde, aproximadamente, 500 adeptos do Benfica vandalizaram três casas de banho, a bancada norte, o bar e o armazém da loja do clube. O vice-presidente do Vitória estima o prejuízo em milhares de euros. Já o presidente do SL Benfica, Luís Filipe Vieira, disponibilizou-se, de imediato, para pagar todos os danos.

Na saída do estádio, a equipa de reportagem da CMTV, que estava a transmitir em directo o final do jogo, gravou uma agressão “selvática” de um subcomissário da PSP a um pai que tinha ido com os dois filhos menores ao jogo. Tudo começou porque uma das crianças estava com falta de ar devido aos petardos e very-lights que tinham sido deflagrados no recinto do jogo. A versão da PSP para este acto é que o homem cuspiu no polícia. Em casos de desacato à autoridade, esta deve dar “voz de prisão”.

Um pouco mais abaixo no mapa de Portugal, no centro do Marquês de Pombal, o palco foi montado ainda durante a tarde de domingo. Durante um par de horas o trânsito chegou a estar cortado nas duas faixas interiores da rotunda.

Claque Benfiquista no estádio
Claque Benfiquista no estádio

O habitual salão de festas da família Benfiquista teve quase 200 mil pessoas a festejarem. No dia do trabalhador 10 mil pessoas saíram à rua. Só que não foi só no Marquês que as camisolas e os cachecóis esvoaçaram ao vento. Em todo o país houve festa. Em Sesimbra houve foguetes; em Bragança houve um cumprimento especial ao “filho da terra”, Pizzi; na Covilhã preparam uma festa para a subida do Sporting da Covilhã à primeira liga de futebol, que acabou por não se concretizar e no Algarve a festa foi tão grande que até os turistas foram para o meio da claque.

O Sport Lisboa e Benfica é uma das equipas com mais sócios do mundo e por isso não foi só em Portugal que se festejou. No outro lado do atlântico, no Brasil, portugueses e os cariocas, adeptos do Benfica foram festejar, pelo segundo ano consecutivo, na praia de Copacabana. Uma lona da marcante estátua foi colocada nos areais para que os portugueses se sentissem mais perto de casa.

A equipa do Benfica jogou uma última vez, nesta época, em casa, frente ao Marítimo. Antes do jogo começar todos os jogadores, equipa técnica e a família que foi agredida pelo comandante da PSP, de Guimarães, receberam a taça de campeões nacionais. O capitão Luisão alcançou mais um feito, sendo o jogador internacional que mais títulos venceu pelo Benfica. Só que este não é o único nome que deve ser lembrado. Nas bancadas do estádio do Vitória de Guimarães dois nomes foram relembrados: Feher e Eusébio. Este é o segundo campeonato nacional alcançado pela equipa após a morte de Eusébio da Silva Ferreira, no ano passado.

Os adversários viram o titulo fugir na penúltima jornada
Os adversários viram o titulo fugir na penúltima jornada

O campeonato deste ano foi bastante renhido, com o FC. Porto, no segundo lugar e com menos três pontos que o campeão nacional. Com a faixa de campeão já garantida, a disputa centra-se no troféu para melhor goleador. Jackson Martinez do FC. Porto tem 20 golos apontados mas logo em seguida vêm Jonas e Lima, ambos avançados do Benfica.

No fim do mês de Maio o Benfica ainda pode ganhar mais um troféu, a Taça da Liga. A equipa da Luz é vencedora “quase” absoluta nesta prova.

Para o fim da época ficou a discussão da renovação do contrato de Jorge Jesus.

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Andreia Rodrigues

Fui para jornalismo pois sempre me interessou o que se está a passar no mundo e gostaria de fazer parte dessas mudanças. Sou comunicativa e uma amante das artes. Na escrita sinto que ganho assas para viver outras vidas e penso que é um grande complemento ao jornalismo. A criatividade é a minha principal faceta e a vontade de trabalhar e aprender cada vez mais a gasolina que me move em busca do meu lugar ao sol no mundo da comunicação social.

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