“Mixte”

Mixte é daquelas séries com foco no público mais jovem e temas pertinentes para aqueles que estão descobrindo o primeiro amor, a sexualidade e também o seu espaço no mundo. Mas não só!

Apesar de ser ambientada nos anos 60, no interior da França, “Mixte” discute o lugar da mulher e o que elas precisam fazer para serem valorizadas e respeitadas. Muito diferente dos dias de hoje?

***RESUMO E CRÍTICA***

“Mixte” acompanha a vida dos adolescentes e professores do colégio “Voltaire”, que inicialmente permitido só para garotos, passou a permitir também a entrada de meninas, e é ao tornar-se uma escola mista que se desenvolve a história.

Paul Bellanger (Pierre Deladonchamps) é o coordenador do colégio Voltaire. Ele mantém um casamento de aparência com a enfermeira Jeanne (Maud Wyler), que se esconde ali para manter uma vida paralela. Mas ele acaba se apaixonando pela nova professora do Voltaire, Camille (Nina Meurisse), que é uma recém-divorciada, e precisa do emprego para a sua independência.

Paul é tio do “exemplar” aluno Jean-Pierre (Baptiste Masseline), e da irmã dele, e nova aluna, Michèlle (Léonie Souchaud), que chegou ao Voltaire com outras novas meninas, dentre elas: Simone (Anouk Villemin) e Annick (Lula Cotton-Frapier).

O colégio misto possibilitou, assim, temas importantes a serem tratados e discutidos com o público que o assiste, como o amor, o divórcio, o sexo, a gravidez na adolescência, homossexualidade, assédio, e principalmente, a luta contra o preconceito, de diversas formas.

Bom, Michèlle se apaixona pelo garoto órfão, Lubrac (Gaspard Meier-Chaurand). Simone se envolve com Jean-Pierre e faz um aborto. Annick, filha de mãe solteira, é a garota inteligente, desejada por homens e garotos que luta para ser respeitada e valorizada.

 

A série francesa é uma feliz surpresa para quem está em busca de séries bem feitas, bem dirigidas e bem escritas. A fotografia é linda, as locações foram muito bem escolhidas e as atuações, posso dizer, que são impecáveis. Mesmo com atores jovens e alguns sem tanta experiência.

A criadora de “Mixte” é Marie Roussin, de “Lupin”, e seus personagens complexos tem muito a mostrar para o espectador curioso e que curte uma maratona.

Mas, infelizmente, Mixte só tem a primeira temporada disponível, e a informação é de que não terá uma segunda parte (para tristeza dos fãs). Então, o que nos resta é torcer para que isso mude, e conseguirmos continuar a viver intensamente essa história de luta e posicionamento.

P.S: este artigo foi escrito seguindo as normas de português do Brasil.
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