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Sociedade

Deixem-nos dar a nossa opinião!

Para o artigo de hoje foi-me dado o seguinte mote: “A atriz Katherine Heigl, há uns anos, recebeu o rótulo de “difícil”, “pouco profissional” e de “ingrata”, o que acabou por influenciar o rumo da sua carreira. De que forma é que uma mulher com opinião e que não tem medo de a dar pode ganhar estes rótulos? De que forma é que podemos aprender com o exemplo desta atriz?”

Pois bem, hoje tenho aqui “pano para mangas” como se costuma dizer, mas vou tentar não me alongar muito para não receber o rótulo de fala barato ou de chata.

Não podemos dizer que se trata de uma situação de divergências entre duas pessoas de sexos diferentes, pois, como é de conhecimento público, a discussão foi entre a atriz e a produtora/roteirista da série “Anatomia de Grey”, Shonda Rhimes.

Contudo, vou tratar esta situação da atriz (que podemos ver em episódios da série “Anatomia de Grey”, no filme “New Years Eve” e agora numa série que estreou recentemente no canal de streaming, Netflix, “As Inseparáveis“) como sendo uma situação/problema que muitas de nós enfrentamos na sociedade, não só a nível nacional, mas a nível mundial.

Eu vejo-me muita na pele na atriz. Desde muito nova que sou de dar a minha opinião sincera, quando me a pedem, sempre disse o que tinha a dizer sem rodeios e isso deixa muitas pessoas desconfortáveis. A sinceridade é algo que está em vias de extinção e, nos dias que correm, há uma luta diária para que isso não acabe. Eu já tive vários dissabores com isso. Aliás, já tive rótulos de “sabe tudo”, de “ter o rei na barriga”, de ser considerada impertinente. O problema das pessoas é não aguentarem que existem pessoas que pensam de maneira diferente.

Quando nos pedem a nossa opinião, as pessoas só têm que aceitar que existe diferentes tipos de opinião. Não somos todos iguais. Como se costuma dizer “se gostássemos todos do amarelo, o que seria do azul?”.

Devemos sempre dar a nossa opinião, mas, atenção, sempre com respeito e educação. Há maneiras e maneiras de se ser direto e de pensamento livre e a educação é tão importante como a sinceridade.

Nunca devemos deixar de dar a nossa opinião. Não podemos ter medo de ser sinceros. Está na altura de nos fazermos ouvir e de fazer com que as pessoas entendam que a opinião de todos é importante e que há muitas pessoas que pensam e têm visões das coisas e do mundo diferentes da nossa.

Podemos aprender com a situação da atriz a não deixar que façam de nós aquilo que não somos e que não queremos ser.

Deixar de ter medo de dar opiniões, deixar de ter medo de ser frontal e deixar de ter medo de deitar cá para fora situações menos confortáveis.

Afinal de contas somos seres humanos livres! Deixem-nos dar a nossa opinião.

Nota: este artigo foi escrito seguindo as regras do Novo Acordo Ortográfico.

Ana Gonçalves

Nascida e criada em Castelo Branco, Portugal. Empregada Forense de Agente de Execução de profissão. Em 2010 nasce o meu maior tesouro, a minha razão de viver e o meu melhor amigo, o meu filho. O meu maior sonho é realizar todos os seu sonhos. Tenho um gosto enorme por viagens. Diversão e boa disposição não faltam. Nunca há mau humor por estes lados. Somente me iniciei na escrita aos 32 anos, apesar de ter o gosto pela leitura desde sempre. Os livros que me deixaram rendida à literatura foram "A Lua de Joana" de Maria Teresa Maia Gonzales, seguindo-se "Os Filhos da Droga" de Christiane F.

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