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“A menina que matou os pais” e “O menino que matou meus pais”

Os filmes mostram duas versões para um crime bárbaro no Brasil

O ano era 2002.

Na manhã do dia 31 de outubro o Brasil acordou chocado com um crime bárbaro em São Paulo.

O casal Manfred e Marísia Von Richthofen foi assassinado dentro de casa, enquanto dormia, a marretadas.

Mais tarde, as investigações apontaram a filha do casal, Suzane Von Richthofen, como a mandante do crime, e seu namorado da época, Daniel Cravinhos, e o irmão dele, Christian Cravinhos, como os responsáveis.

A comoção foi geral.

A história do crime, os motivos, e a vida de Suzane na cadeia passaram a despertar grande interesse da mídia e do público, principalmente por aparições desesperadas da defesa para infantilizar Suzane e tentar emocionar o público. 

*** Filme e crítica ***

Então, recentemente, a Amazon lançou os filmes “A menina que matou os pais” e “O menino que matou meus pais”, dirigidos por Maurício Eça, com uma abordagem baseada nos autos dos julgamentos de Suzane, Daniel e Christian, no ano de 2006.

Ambos os filmes foram gravados juntos, pela mesma equipe, e são protagonizados por Carla Diaz (no papel de Suzane) e Leonardo Bittencourt (no papel de Daniel).

“A Menina que matou os pais” acompanha a versão de Daniel Cravinhos sobre o crime, e “O menino que matou meus pais” retrata a visão de Suzane.

A ideia é boa, mas os filmes deixam a desejar.

Os roteiros retratam apenas a versão dos dois, com fatos um tanto absurdos e fantasiosos. E apesar de mostrar os bastidores das famílias, deixa a desejar porque não aprofunda algumas questões levantadas.

A manipulação é colocada por ambos os protagonistas nas trocas de acusações, assim como o uso de drogas. Muitas vezes o espectador fica com muitas dúvidas sobre o que é invenção e o que é verdade, e o quão perturbadas são suas mentes, a ponto de também tentarem destruir a reputação das vítimas.

Andreas, o irmão de Suzane, é quem muitas vezes esclarece alguns fatos.

Já Cristian, o irmão de Daniel, aparentemente só aceitou participar do crime para apoiar o irmão, e depois de Suzane dizer que sofria abusos do pai.

Carla Diaz surpreende na atuação de Suzane, e as equipes de arte e caracterização merecem aplausos pelo trabalho incrível que fizeram.

Os filmes foram sucesso de acesso nas semanas de estreia e a certeza é de que as dúvidas sobre o que aconteceu naquela noite continuarão e nunca serão 100% esclarecidas.

Nota: este texto foi escrito seguindo as normas de português do Brasil

A menina que matou os pais /O menino que matou meus pais

Argumento - 60%
Interpretação - 70%
Fotografia - 75%
Produção - 80%

71%

Pontuação Final

“A Menina que matou os pais” acompanha a versão de Daniel Cravinhos, e “O menino que matou meus pais” retrata a visão de Suzane.

Maria Carolina Mello

Acho sempre difícil falar sobre mim porque a descrição vem sempre como um "rótulo": sou filha, mãe, esposa, jornalista, produtora audiovisual, assessora de imprensa. Mas o meu eu verdadeiro, aquele cheio de inspirações, e que me permite sonhar e almejar vai muito além dos rótulos. Sou mulher, uma força cheia de expressões e com intensidade nos sentimentos e ações. Acho que o "eu" e a minha descrição, na verdade, só são possíveis de se conhecer quando convivemos, quando expomos nossas cicatrizes e a nossa história. Então, deixo aqui o meu rótulo, e um pouco do que sou nos textos, porque a escrita tem essa vantagem, ela sempre revela um pouco sobre nós.

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