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Quem tem acompanhado estas minhas crónicas, lembrar-se-á, por certo, de já ter lido que o domingo é o dia da semana em que normalmente consigo descansar um pouco mais, desconectar-me do mundo e imbuir-me nas minhas leituras ou na visualização de algum filme.

Neste contexto, num destes domingos, vi um filme intitulado “A vida de Brad”, interpretado por Ben Stiller. Embora estejamos habituados a ver este actor a participar em comédias, desta vez não foi o caso e constituiu uma agradável surpresa.

Trata-se de um filme simples, datado de 2017, e relata-nos o dia-a-dia de Brad Sloan, enquanto homem e todas as frustrações inerentes ao seu trabalho, enquanto marido e pai.

Deparamo-nos com factos e situações do quotidiano com as quais nos podemos facilmente rever. Quem nunca sucumbiu à tentação de comparar a sua vida com a vida de outrem?

Na verdade, muitos de nós vivemos obcecados com a vida/sucesso dos outros. Comparamos as vidas sem saber ao certo como elas são, baseados somente naquilo que pensamos ser e naquilo que nos levam a crer que é, e depois lamentamo-nos… Pensamos sempre que a nossa vida é um desastre. E o mais engraçado é que só nos comparamos com quem está (julgamos nós) melhor que nós.

Pensamos sempre, e parafraseando o Miguel Araújo, que os maridos/mulheres dos outros são melhores, que as nossas casas ficam aquém de outras, que os carros não são tão modernos e que as férias não foram de deixar ninguém boquiaberto. 

Porém, nem tudo é aquilo que parece ser. Cada um tem as suas próprias batalhas que na maioria das vezes passam despercebidas, talvez porque não só vemos somente o que queremos ver, mas também porque as fotos perfeitas nas redes sociais servem na perfeição para nos distrair e abstrair da realidade.

Não obstante, o que são obstáculos para uns, são degraus para outros. 

Poderíamos e deveríamos olhar mais ao redor e, mediante tanta desgraça alheia, deveríamos focar-nos mais naquilo que somos, naquilo que conseguimos construir, nos nossos objetivos e metas, em vez de sermos ingratos connosco próprios e com a vida.

O tempo que se perde com esse tipo de minudências faz falta para alavancar projectos e realizar sonhos.

Que este filme, e outros do género, sirvam como tomada de consciência para despoletar mudanças rumo a inúmeras concretizações.

Nota: Este artigo foi escrito seguindo as regras do antigo acordo ortográfico.

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