Num acesso de habitual violência e perturbação, Odin, o Deus nórdico decide exorcizar os pensamentos em forma de rima. Percebemos claramente que não é cantor profissional, mas quanto a isso, um Deus não precisa de prestar contas a ninguém e está sempre acima de qualquer crítica!

Esta ode à sua divindade foi lançada já em platina no dia de Ragnarok – do islandês ragna rok que significa “destino fatal dos deuses”. Neste fatídico dia (que ainda não aconteceu, mas é como se tivesse acontecido, porque os nórdicos são bem complicados cronologicamente…) Odin vai desta para Valhalla onde se está bem melhor e é lá, à porta, que a musa lhe trepa pelas entranhas e somos brindados pelas pérolas que se seguem e que podem acompanhar aqui, no Repórter Sombra:
Cheguei e estou à porta
Nem bato pra entrar
Em Valhalla ninguém se importa
Se chegou é pra farrar!
A minha história não tem fim
Pra nós não há morte eterna
O povo nórdico é assim:
Podes nascer na caverna
O que te espera é magnífico, terrífico
Sabes bem, não sou pacífico
Conta comigo ao teu lado
Quando morrermos é com honra,
Num percurso atribulado
Bebida, mulheres, sanfona
Vamos lá então por partes
Dizer primeiro quem sou
Bor e Bestla são meus pais
“Foi com Frigg que casou!”
Dizem os gigantes, os anões, os homens e os vilões
Sabem tudo sobre mim?
Não sei é bem assim…
Raise your hands and shout my name
Odin, Odin, Odin…
Numa mão trago o anel d’ouro
Por todos cobiçado
Na outra a lança especial
Não falha o alvo, é engraçado
“É a Draupnir”
“É a Gungnir”
Feita de ferro, cravada de runaaaas
Trespassa carne, osso e metal e unhaaaas
Sou um Deus guerreiro, cruel e destemido!
Há que diga que sou maníaco compulsivo:
Tenho 2 corvos: Munin e Hugin
2 lobos: Freki e Geri
Vejo-te em Valhalla, bro!
Nota: este artigo foi escrito seguindo as regras do Novo Acordo Ortográfico