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Sobre os direitos dos animais…

e direitos humanos.

A humanidade de facto tem características muito próprias e por vezes muito difíceis de se perceber, pelo menos para mim.

É muito legítimo e perfeitamente compreensível a preocupação e o carinho que desenvolvemos pelos nossos animais de estimação, são nossos amigos, leais aos seus donos, verdadeiros companheiros de vida, às vezes substituem mesmo a família e/ou os amigos, que entretanto se afastam e ou vão desaparecendo.

Contudo, pergunto, de mim para mim, afinal que humanidade é esta que tanto se preocupa com os seus animais e esquece aqueles que como eles são humanos, e são todos os dias, e das mais diversas formas deitados ao abandono?

Até já existe, imagine-se bem um partido político com representação parlamentar e tudo, que defende os direitos dos animais, legitimamente… mas não será estranho que tenhamos este tipo de comportamento social?

Esquecemos aqueles que são humanos como nós, e a cada dia são deitados ao abandono, pelas mais diversas razões da vida, muitas vezes por questões de doença, de idade ou de uma qualquer tragédia de vida.

Não devia existir uma liga para a proteção da “pessoa abandonada”? Que humanos somos nós, tão defensores dos animais e dos seus direitos e que depois, indiferentemente, voltamos a cara àquele ou àquela, que cruza o nosso caminho e que desesperadamente precisa da nossa ajuda?

Que sociedade hipócrita é esta, que humaniza os animais e despreza as pessoas? Como diziam os antigos, uma pessoa é uma pessoa, e um animal é um bicho. Por muito bem tratado que deva ser, que o deve ser, a sociedade nunca deveria permitir que os animais tenham mais direitos do que as pessoas, mas sim o contrário.

Não devemos menosprezar ou maltratar os animais, mas parece-me profundamente inexacto o excesso de preocupação e zelo para com os animais. Por outro lado, a forma “distraída” como avaliamos ou percebemos a questão das pessoas maltratadas e abandonadas pelas famílias também não é acertada. Filhos que maltratam os pais e vice-versa, que sociedade somos nós que continuamos a fazer de conta que não conhecemos esta realidade, mas que velamos pelos animais e pelas sua defesa como se da salvação do planeta se tratasse?

Porque no fundo é disso que se trata, o tema já está de tal modo em estado de integração dos animais na sociedade dos humanos, que se é verdade que os animais devem ter direitos e garantias, por outro lado parece-me um pouco excessivo que por exemplo, em caso de divórcio de um casal, se decida em tribunal, se o animal fica com o dono ou com a dona. Isto é verídico, mas é também permitam-me o desabafo, a forma airosa e desculpabilizada que a sociedade tem de dizer, somos tão justos e preocupados que até já temos tribunais que decidem estas matérias dos direitos dos animais.

Eu sou a favor dos direitos animais bem como dos direitos humanos.

Essa é a proposta de um ser humano integral. (Abraham Lincoln)

Ana Paula Marques

Assumo sem qualquer tipo de pudor o grande gosto que tenho pela escrita, e pelo ato de escrever palavra após palavra, construindo momentos de reflexão e procurando embelezar os nossos dias. Verter palavras transformando-as em textos, são momentos de criatividade que me fazem mais feliz, e que espero, possa transformar de algum modo a vida de quem lê o que escrevo com tanto amor!

2 Comentários

  1. Bem haja Ana Paula Marques!
    Há já algum tempo que digo, em sumário, o que a Ana Paula, muitíssimo bem, diz sobre a questão. Há, já, coimas estebelecidas para quem maltrata animais, processo que rápidamente se resolve, e não acontece o mesmo quando se maltratam pessoas, seja verbalmente seja em serviços públicos ou, pior, fisica e emocionalmente, etc, isso já é moroso absurdamente burocrático e estéril! Por causa de uma patologia nas articulações e por uma lesão, complicada, tenho que, de quando em vez, usar bengala, só eu sei o mal tratada que tenho sido, e por vezes agredida verbalmente, por não ser idosa e as pessoas acharem que é só para passar à frente nas filas sem que entendam que as dores, constantes, que tenho cansam imenso e são, obviamente, limitadoras!
    Cumprimentos,
    Marta Lobo

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