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Alma gêmea. Qual o tipo do amor?

Para divagar sobre o tema, ao darmos “um Google” em alma gémea, surge logo a explicação de que nada mais é do que uma conexão entre pessoas onde há, sobretudo, afinidade. Isto pode ser relacionado com a similaridade, o amor, romance, a intimidade, sexualidade, espiritualidade, compatibilidade e confiança. Ufa! E não é pouca a tal definição.

Pode até ser uma boa interpretação, mas, no fundo, não esteja necessariamente ligado ao amor carnal. Vai além dos beijos e sexo. Para ser gémea de alma ultrapassa o romance e não só. Pode ser só alguém próximo, com uma forte conexão a se formar. Já parou para nisso pensar?!

Sob a influência da mídia, redes sociais e textos de reflexão, nos levam a acreditar que ideia de encontrar nossa alma gémea é mágico, encanta, mas também nos distancia do real e se não for você a encontrar, a má sorte pode parecer rondar. Muitas vezes, nossa percepção de “amor verdadeiro” pode se dar pela propaganda excessiva, que tendem a retratar relacionamentos de forma irreal, tipo cena de novela formando um cenário ideal.

Crenças místicas até citam teorias, tal como no início da humanidade, uma luz cósmica terá dividido em duas almas gémeas, que se separaram para poderem evoluir individualmente. Um dia, garantem os místicos, as duas irão unir-se pela Luz. Até é possível, nisso acreditar, apesar de ser assunto polémico, tal e qual debater sobre futebol, política ou religião. Como cada um pensa e em cada qual acredita, não é da minha intervenção, mas é confortável acreditar que encontrar alguém com quem se identifique e tenham pontos em comum que o tornem muito semelhante, são mecanismos mentais positivos e acolhedores. Entra aí o poder mágico da expressão de “a alma gémea” para achar que a sorte grande já está. É um termo que usamos para até elogiar alguém que queremos bem e muito bem. Esse tipo de egocentrismo e se enxergar no outro é estável e satisfatório. Conforta e acalma!

Mas, porque limitar como relação amorosa?

É amor, mas não obrigatoriamente o de namoro, casamento, beijo na boca e além.

É amor. É identificação. É energia e sensação. Livre de rótulos e nomeação.

Sandra L. Murray, líder de um estudo da Universidade do Estado de Nova Iorque, explicou em uma entrevista sobre o assunto, que: “Ter a noção que um parceiro é parecido consigo dá aos casais a ideia de terem encontrado um espírito semelhante, alguém que é como eles, sabe e entende como realmente são”.

Até podemos concordar, mas quem dita a regra que esse encontro de almas pode ser com um amigo ou até familiar? Alguém que seja capaz de amar e se identificar.

Não digo só sintonia ou atração. Cito uma sensação de bem-estar, quase arrisco em dizer, que é mesmo como com o outro se encaixar. As ideias, os planos, as atitudes, os pensamentos, os atos e princípios. A energia e sintonia.

Tipo puzzle completo, naquela última peça que traz a satisfação de missão cumprida.
 Na voz da Ana Vilela ou do David Carreira, seja no Brasil ou em Portugal, a letra não engana e já diz…

“Não é sobre ter todas as pessoas do mundo para si,

É sobre saber que em algum lugar alguém zela por ti…

É sobre ser abrigo e também ter morada em outros corações…

E assim ter amigos contigo em todas as situações…”

Ao invés de depender da ideia fixa de uma alma gémea, priorizamos a comunicação aberta, a entrega honesta de si próprio, a manter a sua essência, exalar transparência e verdade, permitindo que a conexão cresça naturalmente, onde pensamentos e sentimentos evoluam.

Não desperdice tempo em buscar a sua gémea. Foco em se permitir enxergar por debaixo de muitos escudos, quebrando as armaduras. A sua e a do outro.

Se doar. Ceder, permitir, olhar, observar, enxergar e aceitar.  São verbos que sugiro que passe a conjugar! Não necessariamente nessa ordem, mas o resultado garanto que vale. Se o nome é mesmo alma gémea, humildemente não sei dizer. Mas o tipo de reciprocidade, a esse ponto, não tem preço e você já deve saber. Siga sem rótulos. Sem rotular, mas vivendo e valorizando.

O que você é e quem você tem, ninguém muda. Preserve!

Nota: Esse texto foi escrito seguindo as normas do Português do Brasil

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