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Quando é que pensar faz mal?

Pensar é qualquer coisa de muito perigoso. Não é para todos. Comumente, é mais fácil seguir os outros e, mais um entre muitos, seguir pelo rumo pelo qual todos vão, independentemente de nos ser benéfico ou de nos ser apenas agradável.

Ser a ovelha ronhosa, ser diferente no modo de estar e ser, normalmente, implica pensar pela própria cabeça e reagir ao pensamento com aquilo a que podemos chamar de “bom senso”.

Pensar é um privilégio que apenas alguns dispõem. Não falo em pensar de uma maneira genérica, mas de um modo mais científico/filosófico sobre as questões que às vezes nos parecem absurdas serem motivos para grandes pensamentos. Pensar implica questionar, pôr em dúvida, analisar situações por vários prismas, implica o conhecimento e implica, essencialmente, uma grande dose de curiosidade e de atrevimento.

E sabem que mais? O pensamento não é grande amigo da felicidade. Quanto menos pensamos, mais hipóteses temos de conhecer aquela “genuína felicidade” que têm os tolos ou os ignorantes. E tudo porque a realidade não é simples, nada é linear e tudo é suscetível de um grande “porquê”, de um enorme, “mas” ou de um imenso “não”.

Nada é taxativo, nada é cem por cento absoluto e, quem pensa, acaba por encontrar mais perguntas que respostas, mais dúvidas do que certezas.

Pensar dá muito trabalho e imensa dor de cabeça. Pensar causa problemas ao nível da ética, da moral e, especialmente, dos costumes. Pensar é uma faca de dois gumes, tanto te é benéfico, como se torna numa maldição.

Não é coincidência grandes génios da história universal terem perdido a batalha contra o pensamento e terem enlouquecido, assim como também não será coincidência tanta gente eximir-se de pensar e seguir os outros, em cegueira total.

É mais fácil e dói menos.

Ana Marta

Ana Marta, nascida em Sintra a 22 de Abril de 1971 e mãe de 3 filhos, desde cedo revelou o seu interesse pela escrita e pela Literatura, começando por escrever pequenos poemas durante a adolescência, época em que estudava Literatura Portuguesa. Ávida leitora desde que aprendeu a ler, sempre consumiu livros dos mais variados géneros literários e escrevia, em diários, textos sobre o que o seu coração sentia. Algumas décadas mais tarde, viria a publicar num blogue intitulado "Inexplicavelmente", textos da sua autoria e que, mais tarde, atraíram milhares de seguidores na sua página de Facebook, atualmente "ANA MARTA". Em 2020, lança o seu primeiro livro "Inexplicavelmente".

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