“Os quatro ventos” de Kristin Hannah

Os apaixonados por livros entenderão, quando disser que compulsivamente encho a minha estante com livros que talvez não terei tempo para ler. Por pouco, tal ocorreria com o livro Os Quatro Ventos da Kristin Hannah e perderia uma leitura intensa e preciosa, que me fez querer ler mais desta dutora.

Comprei este livro influenciada pela série “As inseparáveis” da Netflix, a qual é inspirada no livro com o mesmo título, escrito por Kristin Hannah. Depois de devorar a série e feita uma breve pesquisa, percebi que Kristin Hannah é uma autora multipremiada e bestseller com mais de vinte romances.

Assim, decidi abarcar esta aventura de devorar um livro de cerca de quinhentas páginas de uma autora totalmente desconhecida para mim e digo-vos que valeu bem a pena.

Os Quatro Ventos retrata a época da grande seca e das tempestades de areia que assolaram os Estados Unidos da América nos anos 30 e que culminou com uma grande seca nas Grandes Planícies, no Texas.

Embora seja uma história fictícia, a autora retrata, através das suas personagens, os acontecimentos daquela época que foi devastadora a vários níveis nos Estados Unidos da América. Conta-nos a árdua história dos agricultores que travaram uma guerra contra as constantes tempestades de areia e a escassez de água, que levou à morte de campos e de animais e as pessoas a uma pobreza extrema.

A história centra-se essencialmente na vida de Elsa Martinelli, uma mulher extremamente trabalhadora e determinada, que vive o dilema de ter de escolher entre ficar e lutar para salvar as suas terras e os seus animais ou rumar para a Califórnia, à procura de uma vida melhor aos seus filhos.

A escrita é colossal e rica, levando-nos a viajar para aquela época e a sentir, quase de forma literal, o pó da areia na face, no nariz e na garganta. É uma narrativa cativante que prende o leitor e o faz viver o sufoco e desespero das personagens, retratando também a resiliência e compaixão do ser humano.

É um livro duro, que me levou à exaustão, mas que vivamente recomendo a quem não o leu.

Nota: este artigo foi escrito seguindo as regras do Antigo Acordo Ortográfico
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