Envelhecer é uma arte

Nenhum «velho» já foi «velho» antes. Nunca estiveram numa situação de serem os mais velhos. É sempre gradual, a escalada. Não é imediato, não dás por isso logo. Há medida que te tornas mais velho, vão ficando todos os outros mais novos. E vais ficando mais isolado. Por outro lado, há um crescimento de comunidades mais velhas, com o aumentar da esperança média de vida.

É comum haver um jogo entre o antigo, o atual e o futuro. Como se o «fantasma» do pessimismo dos velhos recaísse sobre o otimismo dos novos. Mas há novos pessimistas e velhos otimistas. Não há regras a que tenhamos que nos limitar na vida.

Aquel@s são da minha idade e género devem ser mais parecid@s comigo. Há sempre uma dupla força que nos obriga a questionarmo-nos: envelhecer e modernizar. Como se se sentissem postos em causa pela juventude. Sentimos, os jovens, que o nosso lugar é posto em causa. Fizeram de outra maneira o seu caminho, foi diferente, o deles.

A vida muda muito e, hoje, a sociedade é bastante mais pequena. A sociedade será sempre diferente, de geração para geração, com outros contornos e características, outras formas de ser e fazer.

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