Ela é exploradora
Mulher indomável
Sem medo do escuro
Da aventura e do que está por trás do muro
A luz a acompanha
E a cruz que a faz refém
Nesta caminhada de fazer o bem
Desbrava a vida e resgata almas
Perdidas, esquecidas
Que não querem ser salvas
Andou também ela perdida
Num barco à deriva
Mas agora é iluminada
Sem saber porquê
Se nem o mar a quis
Porquê?
É fragilidade e fortaleza
É as trevas e a natureza
Um mix nela própria
Que é imprópria para sensitivos
Não é correta
Mas respeita os básicos
É secreta mas mestre nas palavras
Ouve e tudo sente
Como respira
E transpira fé
O caminho está duro para a exploradora
Que vive e aprende no erro
Nesta vida bandida
Que lhe roubou a inocência
Mas não a decência de ser quem é
Ela ergue os braços ao alto e agradece
Pelo amor e protecção
Por esta vida
E pelo sagrado coração