Todos nós comunicamos com mais ou menos arte. Este é um tema bicudo e ancestral.
A comunicação pode ser potente e transbordar por laços comunicantes. Sempre houve amor e/ou ódio, às vezes, mais, outras vezes, menos; às vezes, envolvido um no outro.
Comunicar é uma arte e há um saber estar relativo a comunicar, é sempre realizado entre duas pessoas: uma que escreve, pinta, canta, desenha, comunica outra que recebe o som, a pintura, lê, o cheiro, a comunicação.
Estarmos todos a crescer, a mudar e a sermos diferentes, felizmente, ajuda a termos opiniões ora contrárias, ora parecidas, ora iguais.
Sempre houve amor também, às vezes, mais, outras vezes, menos; por espaços, cada pessoa é um mundo imenso de conflitos, afinidades, cumplicidades e mais um sem número fascinante de energias e sinergias. E é isso o mais brilhante no amanhã poder ser novo, sempre novo, com nascimentos e florires, mortes e novos sorrisos.
Sempre houve redes sociais, embora sem Internet. Redes sociais mais tradicionais, nas feiras e mercados, entre amigos, vizinhos e conhecidos.
As guerras comunicacionais entre palavras escritas nunca tiveram tanta força como agora nos ecrãs e o mundo nunca foi tão pequeno e tão diferente em pessoas. Nem tão alfabetizado, as palavras escritas podem ser uma libertação ou um imbróglio; a dispersão de línguas cria comunhões e disputas, há quem tenha grande jeito comunicacional outros nem tanto; há truques que criam comunidades.
Sempre todos quisemos viver num mundo com menos guerras e mais paz. Há sempre escaramuças, que não são guerras ou são guerras com um nível menor. Para isso inventámos a política e muitos séculos andámos até alcançar a Democracia.
A democracia que é o melhor de todos os sistemas para além de todos os outros. (W. Churchill)
Sem feridas, não há renovação da pele; sem acidentes não haveria necessidade de auxiliares, enfermeiros, terapeutas e centros de saúde, centros de recuperação médica e hospitais.
O corpo de cada pessoa é mágico, com órgãos a funcionar bem e libertar; que quando funcionam mal nos deixam presos como correntes sem óleo. Somos autênticas máquinas, que funcionam tão bem que leva a crer que Deus existe.
Mas temos maneiras diferentes de o projetar, proteger o mundo: o mundo ideal não passa pelo mesmo para todas as pessoas, e obtê-lo não é feito, realizado indo pela mesma estrada, caminho.
E, às vezes, a própria noção de mundo é diferente, é mais pequeno e/ou maior conforme as pessoas. As ideias de ódio e de amor são diferentes. O que para alguém pode ser muito grave, para outro (que viva num mundo mais guerreiro) pode ser inofensivo.
As pessoas têm evoluído muito; é complicado, atualmente, sair à rua e não ver alguém passear a olhar para o ecrã do telemóvel, atravessar a rua, por exemplo, e quem é analfabeto é algo deficiente, com os ganhos e perdas que isso traz.
Jogar contra, criar adversidades é a pior forma de criar Amor, regimes autoritários nunca foram conhecidos por criar Amor. Nunca, houve uma população tão interligada e alfabetizada como atualmente.
Fomentar leis antiódio e suas conversas criam mais problemas que os resolvem; criam guerras onde não existe nada.
Há gente que cria hostilidades para se fazer notar e com as redes sociais e os ecrãs isso nota-se mais.
Leis para impedir o ódio que nasce naturalmente nas redes sociais não me parece ser o melhor sistema, é preciso perceber porque surge o ódio e acabar com ele.
Por exemplo, as gerações mais velhas, já não estão atualizadas a um mundo cada vez mais passado no computador, e têm outras formas de fazer suas vidas felizes.
O criar espaços de ódio nunca será motivador e por certo criar-se-ão outros espaços alternativos onde as pessoas se sintam bem, se sintam melhor. O criar leis contra o ódio fará com que ele apareça, se assuma e exista; se não lhe dermos importância e deixarmos passar despercebido o ódio acabará por relaxar e abrandar.