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Bem-EstarSaúde

Boa vida

Porque é que nas aldeias ou no campo o tempo parece passar mais devagar?

Porque é que sentimos que andamos sempre a correr? Parecemos hamsters na roda da vida. E para chegarmos onde? Para alcançarmos o quê? Muitas vezes, nada de importante. Mas, o que é que é de verdadeira importância para cada um?

Vivemos na era digital e aqui o tempo parece voar à velocidade de um clique.

Será que os likes e shares, as fotografias, os posts, as stories, as séries vieram acrescentar ou roubar-nos qualidade de vida? Temos de mostrar e postar tudo o que fazemos? Ficámos condicionados ou mais livres?

Um dos aspetos principais, e por onde vamos começar, é a saúde. Ser saudável é, «segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o estado de completo bem-estar físico, mental e social.» Vamos acrescentar também a parte espiritual. Apesar de não ser consensual, também é certo que não existe uma verdade única. Se determinada crença pode ajudar alguém a sentir-se melhor, a ser feliz e a andar para a frente, depois de alguma situação difícil, fica clara a sua importância. Veja-se o caso dos peregrinos a Fátima. Mesmo com os pés doridos e diversas dificuldades, sentem-se felizes na sua devoção e fé.

Há também quem explique que o ser humano é composto por quatro dimensões principais: física, mental ou cognitiva, emocional e espiritual. Concordo e creio que é lógico, então, dizer-se que todas estas dimensões devem permanecer em perfeita harmonia, equilibradas e sãs. Isto significa que precisamos de cuidar de todas as partes de forma conjunta. Basta uma delas falhar para existir algum desequilíbrio, mesmo que não notemos.

Como conseguimos saber se temos uma boa vida? Uma vez que não viemos equipados com um medidor de qualidade nem com um manual de instruções, temos de analisar o ser humano como um todo e observar os sinais que o corpo vai dando. São alertas que, se estivermos atentos, vamos perceber. É como nos carros. Quando acendem uma luz ou fazem um barulho esquisito, vamos ver o que se passa.

Se andamos irritados, ansiosos, com dores de cabeça, a dormir mal, com azia, com arritmias, com alergias ou com dores diversas, devemos parar para perceber qual é a origem desses sintomas. E esta pode não ser física. Tapar o sol com a peneira tomando, por exemplo, analgésicos não resolve o cerne da questão. É importante ser realista e observador de si próprio. Descobrir as causas.

Será que damos demasiada atenção aos ecrãs e menos aos que nos rodeiam? Será que vivemos preocupados com o que se passa nas redes sociais? Ficamos até tarde a absorver informação em vez de relaxar e dormir? Irritamo-nos com tudo? Alimentamo-nos corretamente? Exercitamos o nosso corpo ou deixamo-lo afundado no sofá horas sem fim? Será que vamos passear e observar a natureza ou estamos sempre fechados entre quatro paredes? Somos perfeccionistas e intransigentes?  Será que nos sentimos bem ou são mais as vezes que nos sentimos mal? Já acordamos cansados? Sofremos por antecipação? Respiramos de forma suficiente e correta? Bebemos bastante água diariamente? Estamos sempre prontos a criticar e a julgar os outros? Estaremos a trabalhar demasiado e a descansar pouco? Gostamos do que fazemos? Será que temos assuntos pessoais por resolver? Quezílias familiares por tratar? Coisas por dizer? Alguém a quem perdoar? Vivemos no passado, ou no futuro?

Podíamos ficar aqui até amanhã.

Existem também inúmeras ajudas – livros, médicos, terapeutas, nutricionistas, personal trainers, psicólogos, psiquiatras. Alguns de forma gratuita.

Apesar de não termos um sensor que apita, temos uma consciência que, se estiver bem desenvolvida e treinada, vai-nos dar as respostas que poderão guiar-nos para uma boa vida.

Nota: este artigo foi escrito seguindo as regras do novo acordo ortográfico

Sara Carvalho

Curiosa, desde miúda, devorava livros e ficava fascinada com a capacidade intelectual dos autores para criarem enredos. Era fã acérrima de Agatha Christie, apesar de ter sido Enid Blyton quem me conquistou primeiro. Na idade adulta, o chamamento para escrever tornou-se ensurdecedor e em 2021 publiquei o meu primeiro livro - 777 - um romance de fantasia. Abri uma página e um blog para escrever e partilhar esta paixão - Cenas d’Escritas. Participei em diversas coletâneas poéticas como co-autora convidada. Escrevo regularmente, como cronista, para o jornal A Voz de Paço de Arcos e para a revista online Helicayenne Magazine Portugal. Neste momento, aventurei-me como coordenadora na criação de uma coletânea poética do grupo de escrita que administro no Facebook - Alma de poeta, alma inquieta.

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