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O medo de ficar para trás.

por Andreia Ferreira

Uma bola de fogo é como o medo de ser deixado para trás, o medo de não ser aceite, o medo de não fazer parte de coisa nenhuma.

Temos medo que nos queime o corpo, que arda a pele.

Nas mãos de outros, a bola não nos assusta, mas tudo fica difícil de gerir, quando passa para as nossas. A bola  pode explodir e nos estilhaçar a qualquer momento e são tantas as emoções perdidas, escondidas, no pesar dos dias e sentimos o ardor, ficamos hipnotizados pelo queimado, e obrigamos-nos a bloquear. E perdemos de vista a felicidade. E a bola explode.

É assim tão mau?

Depende.

Depende de quem somos.

Depende o quanto nos sujeitamos à opinião dos demais, do quanto nos esquecemos de quem somos, quando nos escondemos na necessidade de ser amigos de todos, de agradar todos.

Creio que, de uma certa maneira, todos temos medo de sermos deixados para trás, nem que seja só por uma pessoa, afinal, ninguém quer ser esquecido, mas e aqueles que não nos querem bem? E aqueles que só nos querem para deitar a baixo? E aqueles que só querem plateia? Será que queremos mesmo ser lembrados por quem não nos importa? Por quem nada nos acrescenta?

É fácil esquecermos-nos da nossa essência, o vício de ouvir o barulho dos outros habitua-nos a depender de opiniões alheias, e quando nos damos de conta, somos estranhos, não sabemos o que queremos, e estamos tão envoltos no nevoeiro, no fumo que a bola expele, que deixamos de saber para onde vamos.

E como resolver isto? Como enterrar este medo?

Depende.

Depende de quem queremos ser.

Temos que olhar para dentro, doa o que doer. Só tendo coragem para nos descobrir é que vamos perceber que somos mais fortes, mais poderosos que a bola, maiores do que alguma vez nos conseguimos ver.

E aí, se estivermos iluminados de nós mesmos, a bola que está do lado de fora, a arder nas nossas mãos, vai deixar de nos meter medo. Já não nos pode queimar pois, passamos a ser iluminados pela nossa própria luz e passamos a ter mais confiança. Somos mais quentes, mais brilhantes e emitimos muito mais calor.

Andreia Ferreira

Sou inspirada pelo mundo. Tenho a forte crença que tudo acontece no momento certo, que o mestre aparece quando o aluno está preparado e que por detrás de cada contrariedade há sempre uma oportunidade para aprender alguma coisa. A sincronização do universo é das coisas que mais me fascina por isso, estejam atentos ao que o universo vos leva.

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