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Acreditar

Acreditar ou não acreditar, não é a mesma coisa que ser crente ou ser céptico ou ateu. Não. Todos nós temos o poder de acreditar e de trazer em nós esta coisa estranha a que chamamos fé. E fé não é outra coisa senão a nossa capacidade mais primitiva: acreditar.

Existem muitos acreditares, muita fé, muita maneira de interpretar o mundo.

Dizem os mais velhos que “eu não acredito em Bruxas, mas que as há, há”.

Foi por existirem tantos acreditares que encontrei aquilo a que eu “acreditei” ser o bom senso: nunca descartar nada do que desconheço, nem me fiar no que conheço.

Daí a ser uma eterna céptica e, ao mesmo tempo, uma enorme ingénua e deixar que as emoções me enganem amiúde foi um pulinho.

Considero-me uma agnóstica ateísta pela falta de coerência de tudo o que é dogma, mas creio que, nesta fase da evolução humana, nem a ciência nos esclarece sobre tudo o que existe e tudo o que podemos imaginar existir.

Se, por um lado, algumas coisas mais metafísicas nos deslumbram, por outro, também criam em nós aquilo que de mais horrível tem o ser humano: o medo.

Tento-me afastar do preconceito, julgando assim ter mais probabilidades de pensar com o tal bom senso. Tento não julgar os outros através da minha própria medida, pensando que aquilo que sou é por respeito ao próximo.

E este respeito nada mais é que conceder ao outro a liberdade que quero para mim: a de poder acreditar ou não acreditar, conforme as coisas “couberem” no que conheço.

A verdade é que há dias em que daria tudo para acreditar que existe uma razão válida para o sofrimento, para a dor ou mesmo que poderia ter ao meu alcance a vida eterna para ser feliz.

Noutros há que não existem argumentos que me consigam convencer que tudo se resume a “isto”, embora eu só conheça, e mal diga-se, isto!

Stuart Chase escreveu que “para aqueles que acreditam não são necessárias provas. Para os que não acreditam, nenhuma prova é possível.”

Portanto, tudo nesta pequenina vida que temos se resume a uma só palavra: acreditar.

É quase impossível permanecer em ambos os lados dessa dicotomia em simultâneo, mas julgo que é no equilíbrio entre o que acreditamos, ou no que temos fé, e no que não acreditamos que está a nossa sanidade e também o encontro com aquilo que cada um realmente é.

Ana Marta

Ana Marta, nascida em Sintra a 22 de Abril de 1971 e mãe de 3 filhos, desde cedo revelou o seu interesse pela escrita e pela Literatura, começando por escrever pequenos poemas durante a adolescência, época em que estudava Literatura Portuguesa. Ávida leitora desde que aprendeu a ler, sempre consumiu livros dos mais variados géneros literários e escrevia, em diários, textos sobre o que o seu coração sentia. Algumas décadas mais tarde, viria a publicar num blogue intitulado "Inexplicavelmente", textos da sua autoria e que, mais tarde, atraíram milhares de seguidores na sua página de Facebook, atualmente "ANA MARTA". Em 2020, lança o seu primeiro livro "Inexplicavelmente".

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