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As pessoas mudam

Metamorfoses

Leio por aí frases que nos dizem que “as pessoas não mudam”. A verdade é que as pessoas mudam e muito. É um absurdo utilizar estes dogmas forçados apenas porque estamos de mal com a vida e com o relacionamento com os outros.

Mal da humanidade se as pessoas não mudassem, não crescessem, não evoluíssem.

E estas frases, espalhadas por aí, sem um contexto que as valide são perigosas e pretendem criar suporte para frustrações individuais.

As pessoas mudam a toda a hora. É verdade que nem sempre para melhor, mas as pessoas vão aprendendo lições, mesmo que inconscientemente, ao longo da vida e, também como é normal, umas aprendem melhor e mais depressa que outras. Umas caem sistematicamente nos mesmos erros e outras ficam vacinadas à primeira cabeçada. Faz parte!

Esta mania de dizer que as pessoas não mudam, parte de pessoas que, por algum motivo, acham-se no direito de mudar as outras a seu bel prazer. Também aqui algumas conseguem e outras não. Gostar de alguém, seja em que tipo de relação for, implica o respeito e a aceitação do outro tal como ele é e na pessoa que ele se vai transformando.

É um processo contínuo que está sempre em constante mutação e nunca devemos dar ninguém como garantido. Não faz sentido. As pessoas têm sensibilidades diferentes e nem todos conseguem ver o mundo da mesma forma, sentir as coisas da mesma maneira ou interpretar uma lição da vida de igual modo. E todas as pessoas vão mudando de objectivos, de gostos, de interesses ou de sonhos.

É errado esperarmos do outro aquilo que ele não pode ou não nos quer dar e, com isso, acusarmos essa pessoa de não querer mudar. Não. Toda a gente muda. Não se muda é pela simples vontade do outro, nem se torna naquilo que o outro quer só porque sim. Mudamos porque mudamos, porque somos humanos e porque todos precisamos de defesas para os embates da vida.

Pais, que querem controlar as escolhas dos filhos, ou parceiros, que tentam moldar o seu par para ser perfeito de acordo com aquilo que idealizou, nunca verão mudanças nos outros se estes não protagonizarem aquilo eles esperam.
Numa relação que não dá certo, nunca existe apenas um culpado ou apenas uma pessoa inflexível. Existem duas. Porque a relação entre duas pessoas deve ser mesmo isso: uma reprocidade e um ceder de parte a parte, de modo a que a convivência seja satisfatória para ambos. E isso é feito com respeito pela constante mudança de parte a parte.

Porque toda a gente muda. Quem diz o contrário é todo aquele que não aceita que a mudança não seja a seu gosto.

Ana Marta

Ana Marta, nascida em Sintra a 22 de Abril de 1971 e mãe de 3 filhos, desde cedo revelou o seu interesse pela escrita e pela Literatura, começando por escrever pequenos poemas durante a adolescência, época em que estudava Literatura Portuguesa. Ávida leitora desde que aprendeu a ler, sempre consumiu livros dos mais variados géneros literários e escrevia, em diários, textos sobre o que o seu coração sentia. Algumas décadas mais tarde, viria a publicar num blogue intitulado "Inexplicavelmente", textos da sua autoria e que, mais tarde, atraíram milhares de seguidores na sua página de Facebook, atualmente "ANA MARTA". Em 2020, lança o seu primeiro livro "Inexplicavelmente".

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