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A União Europeia e a Covid-19.

Não será novidade para nenhum cidadão português ou europeu que a pandemia da Covid-19 trará mudanças profundas na sociedade nas mais diversas esferas. Basta-nos ler na diagonal as principais notícias dos jornais para percebermos que a interpretação da pandemia, apesar dos dados científicos, consegue ser subjectiva e que as opiniões de quem opina são tudo menos lineares.

Ao longo destes 9 meses temos assistido à desorientação da OMS relativa à informação passada sobre o vírus, à corrida desenfreada das farmacêuticas para encontrar uma vacina viável e ao debitar de medidas de confinamento dos governos de cada país. Têm sido tempos anormais para todos e o papel de quem tem o poder decisório não é de todo invejável.

No meio do caos, surge a União Europeia, que depois de alguns episódios menos felizes no seio da sua organização como o Brexit, se apresenta como uma força conjunta na solução e na construção de um cenário menos mau que faça com que todos os países de União Europeia passem por esta crise de forma mais suave.

Depois de alguma confusão inicial devido à surpresa com que a Covid-19 se espalhou e se instalou em todo o mundo, a União Europeia agigantou-se, fez jus ao seu nome e começou a trabalhar. Em Julho foi aprovado um Fundo de Recuperação como resposta à pandemia. Este Fundo engloba medidas importantes no que diz respeito ao lay-off ou apoio à retoma da economia. É a fundo perdido logo não terá qualquer impacto em termos de défice nem de dívida. Combater as consequências socioeconómicas negativas causadas pela pandemia tem sido uma das maiores preocupações a nível europeu.

Também o esforço quase desumano da comunidade científica europeia tem originado resultados positivos: a colaboração de cientistas de todo o continente e a solidariedade nos diferentes laboratórios fez com que ainda antes do fim do ano já tenha sido aprovada uma vacina que começará a ser administrada a nível nacional já em Janeiro de 2021. A Comissão Europeia desdobra-se em esforços e conversações com todos os Estados membro no sentido da resposta social, económica e científica à pandemia ser eficaz, clara e rápida. Até agora, o esforço tem sido bem-sucedido apesar de alguns entraves como o bloqueio da Hungria e da Polónia ao Fundo de Recuperação.

O ano de 2021 afigura-se turvo, ainda é difícil prever o verdadeiro impacto da pandemia Covid-19. Quase todas as actividades económicas foram bastante massacradas e a recuperação adivinha-se lenta e penosa. O novo ano será de incerteza, os governos nacionais terão tarefas complicadas e desafios extremamente novos para enfrentar. A União Europeia terá perante esta pandemia oportunidade para reforçar o seu papel no mundo e de se mostrar viva e de boa saúde. Até agora tudo indica que será bem-sucedida.

Rita Ramos

Escrevermos sobre nós próprios, no sentido de nos darmos a conhecer a quem nos lê, acaba sempre por ser ingrato. Somos um nome? Uma idade? Uma formação académica? Eu quero acreditar que somos tudo o que vivemos, que somos tudo o que nos rodeia e que absorvemos, que somos quem amamos, que somos os livros que lemos e as viagens que fazemos. Somos um conjunto de tudo e de nada. Quanto a mim, sou a Rita, tenho 37 anos, sou licenciada em Relações Internacionais, sou casada, sou filha e mãe, e as palavras têm sido a minha maior companhia ao longo da vida.

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