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Política de Trump – O Caminho para o Abismo

Será que a política externa de Donald Trump é benévola para os norte-americanos e para a Humanidade? Será que uma única Superpotência económica e militar é o caminho a seguir? Ou o acordo entre os países mais industrializados do mundo que cria uma política económica, ambientalista e militar sustentável e justa para todos, sem depender de um único governo é o ideal para a humanidade?

Perguntas pertinentes que faço a mim mesmo, devido ao facto de vivermos num mundo global, onde os interesses militares e económicos se sobrepõem à sobrevivência do planeta e consequente destruição da raça humana, com guerras e calamidades.

A pretensão de afirmação dos Estados Unidos da América como única superpotência mundial, teve maior relevância durante o governo do presidente Ronald Reagan, responsável por um crescimento frenético dos gastos militares, com o intuito de ser “o Polícia do Mundo”, delapidando o aspecto económico e social dos EUA. Este processo começou no momento em que os EUA, encorajados pelo culminar da Guerra Fria e perante a pretensão prepotente de se afirmarem como única superpotência mundial, ampliando a sua capacidade militar e aumentando os seus compromissos económicos e de segurança global.

Esta estratégia atingiu o auge com a invasão e consequente ocupação do Iraque em 2003, sobre a liderança do presidente George W. Bush, um momento decisivo que causou danos irreparáveis à posição internacional dos EUA e para o mundo em geral. No governo do presidente Barack Obama, a China consolidou a sua influência mundial, inclusive mudando o “status quo” existente no mar do sul da China (onde outrora os norte-americanos tiveram uma preponderância económica e militar), sem incorrer em custos internacionais. Neste ponto, já não existem dúvidas, a era da homogenia dos Estados Unidos tinha terminado.

Assim, Trump não pode ser considerado o único culpado pelo declínio relativo da América, ele até o pode travar. Por mais imprevisível que Trump possa ser, inúmeras políticas externas sugerem que o seu governo está a seguir uma grande estratégica destinada a reavivar o poder global dos Estados Unidos da América.

Contudo, será que os norte-americanos estão preparados para o que essas políticas económicas os irão afectar a curto e a médio prazo?

Pessoalmente, acredito que não. O ego desmedido dos norte-americanos, que pretendem sempre decidir o que fazer no mundo, aniquilando por completo a sobrevivência do planeta e da humanidade em proveito próprio, sem olhar a meios para obter as suas pretensões, estão a dirigir o mundo para o abismo. O presidente norte-americano sairá sempre incólume dessas devastadoras políticas. Se tiverem sucesso, será terrível para a humanidade com mais conflitos, destruição, fome e catástrofes, mas os norte-americanos conseguirão aquilo que pretendem dominar o mundo. Se resultar em fracasso, Trump culpará a Reserva Federal dos Estados Unidos da América e o Senado de não lhe terem possibilitado a implementação das políticas pretendidas.

Algumas políticas de contenção que reduziram drasticamente os seus compromissos internacionais, restringindo igualmente a despesa militar e obrigando os seus aliados a comparticipar com maior percentagem na despesa da NATO, foram bem aceites pelos norte-americanos e restante comunidade internacional. As conversações bilaterais que têm mantido com os governos com mais influência no mundo, como a Rússia, China, Coreia do Norte, França e Alemanha, têm como objectivo tornar os EUA na maior potencia Mundial, esgrimindo o argumento de que tentou fazer tudo na base diplomática para aceitarem as suas pretensões. No entanto, elas não foram aceites, ficando com o caminho livre para poder tomar decisões drásticas contras essas nações. Como prova os conflitos com o México, a Venezuela e o Irão, países com grandes reservas de petróleo, um dos maiores interesses dos norte-americanos.

Porém, o que realmente está em causa é muito mais importante que a retoma norte-americana como superpotência. O que realmente interessa é existir uma política global onde os países mais industrializados do mundo se unam em prol do equilíbrio ambiental, numa economia sustentável entre todos, onde não existam países marginalizados pela fome, guerras, extinção de povos e etnias.

Não podemos ficar reféns de acordos sobre o que é mais relevante para o nosso planeta, como o aquecimento global, a mediação política e social entre povos e culturas, as guerras sem sentido elaboradas unicamente por interesses económicos, só pelo facto que uma das partes resolva rasgar acordos antigos, sem dar soluções e ocultando factos muito importantes sobre a vida da humanidade, só visualizando os seus interesses.

Os americanos têm que compreender que não podem olhar unicamente para dentro de si, mas para o mundo global.

Só assim teremos paz, harmonia e um planeta sustentável, está na hora de deixarmos os interesses económicos e militares de lado, unirmos o mundo numa partilha mais justas entre os mais ricos e os mais pobres, defendendo o ambiente sem olhar a lucros, estamos numa escala regressiva para a humanidade, só lutando pelo bem estar do planeta poderemos fazer parar a sua destruição iminente e está nas mãos de todos, mas, principalmente, dos governantes dos países mais industrializados pararem para pensar o que querem do mundo, uma superpotência ou uma economia global onde todos tenham direito a viver com sustentabilidade, sem fomes nem guerras.

Temos que lutar por um mundo melhor!

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