A solução dos comportamentos para o problema da mudança climática

Aprendemos desde pequenitos a identificar as estações do ano e o clima associado a cada uma delas.

Quem não se recorda dos exercícios, na escola primária, de ligações de conjuntos que referiam as estações do ano e os que continham os itens associado a cada uma delas como as roupas a usar, comidas características e atividades de lazer? No hemisfério norte nunca nos passaria pela cabeça ligar o outono a praia ou eliminar o guarda-chuva no inverno.

Hoje em dia, na escola, os miúdos aprendem sobre outras questões relacionadas com a mudança de clima: aprendem sobre alterações climáticas e os seus efeitos na vida na Terra.

Em vez da associação de elementos de conjuntos, passaram a trabalhar o aumento das probabilidades de ocorrências de fenómenos climáticos extremos como ondas de calor e tempestades intensas e a estatística das consequências das mesmas como: a quantidade de água disponível em determinadas regiões (cada vez há mais regiões afetadas pela seca); os danos materiais e perda de vidas humanas devido a chuvas torrenciais (cada vez mais frequentes e intensas); o número de espécies que, diariamente, se perdem ou entram na lista das que estão em vias de extinção; o aumento do volume do oceano pelo derretimento das placas de gelo e a diminuição das espécies que lá moram devido ao aumento de absorção do dióxido de carbono da atmosfera, tornando a água mais ácida, ameaçando a vida marinha e recifes de corais.

Penso que está na altura de tomarmos consciência de que estes dados não são apenas tabelas e gráficos que integram notícias de locais distantes, porque, no nosso dia a dia, já sentimos o efeito das alterações climáticas na qualidade da nossa saúde, nos alimentos disponíveis para a nossa alimentação e no aumento do número de refugiados causados por consequências das alterações climáticas.

Se queremos fazer parte da solução para a resolução o problema da mudança climática devemos reduzir a nossa pegada ecológica através da alteração de comportamentos como: a escolha do meio de transporte utilizado nas deslocações diárias contribuindo para a descarbonização da mobilidade; o controlo dos gastos de energia (por exemplo, reduzir a temperatura do ar condicionado alguns graus fazem diferença para carteira e para o planeta); consumir produtos locais e alterar a dieta para uma mais rica em vegetais (mais uns legumes por dia nem sabe o bem que lhe fazia); não desperdiçar comida (os restos do almoço de hoje complementam o jantar de amanhã); optar por um guarda-roupa sustentável (menos é mais – menos peças que permitam mais combinações; menos itens novos e mais itens adquiridos em lojas de segunda mão; menos descartar e mais costurar).

Share this article
Shareable URL
Prev Post

Saudade de tempos felizes ou a história por detrás de um batom

Next Post

O filho pródigo que não regressou

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Read next

As vacinas e a vida

Um das grandes conquistas do ser humano é a medicina. Uma ciência que tem sido construída a pulso. A sua…