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A breve vida das flores

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O ano ainda não acabou e estou certa que hoje terminei de ler o melhor livro de 2022. São 444 páginas que li em 3 dias, cheia de pressa mas com a esperança que este livro durasse para sempre. Li a última página e ao fechar o livro encostei-o ao peito e despedi-me de uma amiga que irá ficar no meu coração por muito tempo. Tenho o hábito de fazer uma pausa de alguns dias entre um livro que termina e um livro que começa, uma espécie de luto. Neste caso, estou certa de que o luto será mais prolongado porque a sensação que tenho, agora pelo menos, é que não vou conseguir recuperar deste livro tão cedo.

Falei deste livro às minhas amigas, embriagada pela história de Violette Toussant, aconselhando-as a ler este livro, receando ao mesmo tempo que não se deixem envolver no manto quente e melancólico desta história. Não lhes soube dizer se o livro é dramático, romântico ou deprimente porque na realidade é tudo isso e muito mais. Rapidamente fui levada às lágrimas para soltar uma gargalhada no instante seguinte, com uma sensação constante de familiaridade e proximidade a todas as personagens.

A breve vida das flores conta-nos a história de Violette Toussant que é guarda de um cemitério numa pequena localidade da Borgonha. A sua vida simples e despretensiosa esconde um acontecimento limite que marcou todo o seu caminho. A chegada de Julien Seul abre as portas a toda a dor escondida no coração de Violette e assim somos levados através das várias vidas desta mulher frágil que nunca perde a esperança em si e nos outros.

Escrito por Valérie Perrin, já ganhou inúmeros prémios e tem sido bem acolhido pelos críticos. A escrita é simples, emotiva, luminosa e directa ao coração. Todas as personagens são retratadas de forma real sem floreados desnecessários. O desenrolar da história tem um ritmo perfeito e deixa-nos em permanente curiosidade. A breve vida das flores é um livro com alma e coração que fica gravado na memória de quem deu a mão a Violette Toussant.

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Rita Ramos
Escrevermos sobre nós próprios, no sentido de nos darmos a conhecer a quem nos lê, acaba sempre por ser ingrato. Somos um nome? Uma idade? Uma formação académica? Eu quero acreditar que somos tudo o que vivemos, que somos tudo o que nos rodeia e que absorvemos, que somos quem amamos, que somos os livros que lemos e as viagens que fazemos. Somos um conjunto de tudo e de nada. Quanto a mim, sou a Rita, tenho 37 anos, sou licenciada em Relações Internacionais, sou casada, sou filha e mãe, e as palavras têm sido a minha maior companhia ao longo da vida.

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