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CulturaMúsica

Spotify – o rei da música

Gosto muito de todas as plataformas e geringonças que me permitem ouvir música. Fui adepta do walkman durante vários anos, dormia com ele ligado enrolada no fio dos fones, até as pilhas se esgotarem ou a cassete acabar e ter de a mudar de lado, o mesmo se passou com o discman (que é um leitor de CDs portátil). Sempre tive milhares de cassetes gravadas no carro, mais tarde cds e agora utilizo muito o Spotify para criar listas e o Shazam para descobrir música e adicioná-la ao Spotify. Confesso que sou aquela pessoa que tenta adivinhar os anos das músicas e dos vídeos que as ilustram na rubrica do VH1 – “Guess The Year” ou quem toca o quê.

Por isso, oiço todo o tipo de músicas. Gosto de estar a par das novidades e últimas tendências, mesmo que não aprecie, sinto que preciso da atualidade para me focar no tempo em que vivo. Eu não pertenço ao passado, apesar de ter vivido lá. Estou no presente e por esse motivo, tenho de saber quais as sonoridades e os artistas que partilham comigo este momento na atualidade. Claro que tenho o meus momento saudosistas e, por isso, crio muitas listas no Spotify: as do respetivo ano, artistas, tendências, estados de espirito e até adiciono listas que a própria app me recomenda. Vou guardando artistas nos favoritos, álbuns inteiros e algumas músicas em particular.

Este ano resolvi criar uma nova lista que designei: All about the 90’s, lá está, um momento saudosista! E comecei a pesquisar música e anexar, anexar, anexar… até que num desses momentos reparo que a música que estava a adicionar na lista, o “Stanley Climbfall” dos Lifehouse não correspondia ao critério! Ó diabo… a música foi lançada em 2002 no álbum com o mesmo nome… e começo a rever uma a uma as músicas que tinha colocado nesta extensa lista, e qual não é o meu espanto ao reparar – sim tenho várias músicas dos anos 90 – mas a maior parte é depois do ano 2000. Senti-me como aqueles bonecos japoneses com ar tolo, quando são apanhados numa situação caricata ficam com uma pinga ao lado da cabeça!

WTF? Afinal a época que achava que me tinha marcado mais musicalmente não é os anos 90 mas mais para a frente. Se não tivesse o Spotify com o seu rigor cronológico, não teria tido esta revelação. A vida ficou tão mais fácil com a tecnologia! Já não preciso andar com cabos ligados da estereofonia para a televisão ou com a cassete pronta para gravar músicas da rádio. Quando passa uma música na rádio o shazam ajuda-me a identifica-la e no spotify fica guardada para ouvir sempre que me apetecer.

Nunca foi tão fácil identificar uma música e não perdê-la para sempre, para mim é a evolução que mais valorizo em todo o processo. A biblioteca do spotify é um luxo dos tempos modernos e uma maravilha para os entusiastas de música como eu!

Photo by hakim rahman on Unsplash

Sofia Cortez

Sofia Cortez marketeer por acaso, escritora em desenvolvimento e artista por vocação. Não existe uma linha condutora para a criatividade, só a vontade de criar. Entre os seus trabalhos estão uma Exposição de Croquis de Moda realizada 97 no Espaço Ágora, curso de desenho na Sociedade de Belas Artes em Lisboa, a participação em feiras de artesanato com o projeto: Nomes em Papel para crianças, um livro editado em 2018 “Devemos voltar onde já fomos felizes”, várias participações em coletâneas de autores em poesia e conto, blogger no blog omeuserendipity.blogspot.pt, cronista, observadora, curiosa com o mundo e aprendiz de todos os temas que permitam o desenvolvimento humano.

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