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Seven Seconds – Review

Assassinato com fuga, alcoolismo, corrupção policial e racismo, são alguns dos temas que vamos encontrar nesta série que vos trago hoje.

Seven Seconds é uma série que podemos ver na Netflix. É um drama policial baseado no filme russo “The Major” e foi desenvolvida por Veena Sude, com produção da Fox 21 Television Studios.

Antes de continuarmos, queria só deixar-te um pequeno aviso:

*CONTÉM SPOILERS*

Se vais continuar a ler, é por tua conta em risco. Não digas que não avisei.

Brenton Butler, (Daykwon Gaines) um miúdo de 15 anos decide faltar às aulas e ir dar uma volta de bicicleta pelo Central Park em Nova Iorque, até que um carro embate nele. Até aqui podíamos pensar que seria apenas um dia normal em Nova Iorque e que quem o atropelou, parou para lhe dar assistência e chamar ajuda. Infelizmente não foi o que aconteceu.

Brenton, é um miúdo de 15 anos, mas, tem uma particularidade, é negro e quem o atropelou é nada mais do que um polícia branco. Efetivamente, Peter Jablonski (Beau Knapp), o polícia que o atropelou chamou alguém, mas, julgava ele que Mike DiAngelo (David Lyons) o iria ajudar a salvar o rapaz. Acabou mesmo por se livrar de todas as provas de que esteve envolvido no acidente e deixou o pequeno Brenton a agonizar por horas. A desculpa de o ter feito foi “um polícia branco e um miúdo negro? Acidentes não existem.”

Ah! Esqueci-me de mencionar que o acidente aconteceu numa tarde fria de inverno nova iorquino. Nesta altura do ano as temperaturas rondam os -4º e há por lá grandes nevões.

Passadas várias horas, Brenton é encontrado por um casal que passeava pelo parque e relata que o adolescente estava numa enorme poça de sangue e em agonia.

“Um adolescente negro foi deixado ao frio para morrer. Ninguém liga a Brenton Butler”

Ao ser levado para o hospital, os médicos informam os pais do pequeno rapaz, Latrice Butler (Regina King) e Isaiah Butler (Russell Hornsby), que caso tivesse sido socorrido na hora, provavelmente, não estaria em coma. A questão “será que vai acordar?” está presente em quase todos os episódios da série.  Ver aqueles pais em desespero faz com que nós, meros espetadores, sintamos também que a justiça tem que ser feita.

“O meu filho ficou ao frio, a sentir dores, durante horas. E quem lhe fez isto está livre.”

“A vida dele não conta na equação desta cidade.”

Para apurar os factos do acidente são nomeados a advogada KJ Harper (Clare-Hope Ashitey), pessoa que tem graves problemas com o álcool e com uma reputação não muito favorável entre os polícias, pois a senhora advogada foi amante de uma certo senhor com cargo muito importante no meio da justiça, e o polícia Joe ‘Fish’ Rinaldi (Michael Mosley) que no início da temporada dá uma enorme vontade de entrar pela televisão e apertar-lhe o pescoço.

Quando as investigações começam, existem muitas provas do que realmente aconteceu, mas a corrupção policial leva sempre a melhor. É superior a todas as provas e a todos os fatos. Claro que ao conseguirem relacionar Peter e companhia com o acidente as coisas começam a complicar-se. As manifestações começam, as ameaças são enormes.

Temos a perceção de que Peter quer desfazer a asneira de ter fugido do local, mas é sempre persuadido a não o fazer e a pensar no filho que acabou de nascer e que vai ser crucificado em praça pública.

A situação complica-se ainda mais quando o que não queremos que aconteça, acaba por acontecer.

Através desta série podemos ter uma mínima noção do que realmente se passa, não só nos Estados Unidos da América, mas em todo o mundo. Ponham-se no lugar do outro antes de fazer qualquer tipo de julgamento e se ainda existe consciência vamos usá-la da forma mais correta.

Para que vos possa mostrar um pouco do que se passa na série, deixo-vos o trailer.

“O racismo é um sistema de opressão que integra a maioria das sociedades em todo o mundo.”

Nota: este artigo foi escrito seguindo as regras do Novo Acordo Ortográfico.

Ana Gonçalves

Nascida e criada em Castelo Branco, Portugal. Empregada Forense de Agente de Execução de profissão. Em 2010 nasce o meu maior tesouro, a minha razão de viver e o meu melhor amigo, o meu filho. O meu maior sonho é realizar todos os seu sonhos. Tenho um gosto enorme por viagens. Diversão e boa disposição não faltam. Nunca há mau humor por estes lados. Somente me iniciei na escrita aos 32 anos, apesar de ter o gosto pela leitura desde sempre. Os livros que me deixaram rendida à literatura foram "A Lua de Joana" de Maria Teresa Maia Gonzales, seguindo-se "Os Filhos da Droga" de Christiane F.

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